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Brasil pode registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

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Doença se aproxima das cardiovasculares como principal causa de morte no país, segundo o Inca

O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. A doença já é a segunda maior causa de morte no país e se aproxima das enfermidades cardiovasculares, que lideram o ranking.

Os dados fazem parte do estudo “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil”, divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) durante as atividades do Dia Mundial do Câncer, no início de fevereiro, no Rio de Janeiro.

De acordo com o Inca, o crescimento dos casos está ligado principalmente ao envelhecimento da população, mas também revela desigualdades regionais e dificuldades no acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento rápido.

Entre os homens, os tipos de câncer mais frequentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral. Já entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.

Diferenças regionais preocupam

O levantamento mostra que o câncer de colo do útero continua sendo mais comum nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o câncer de estômago afeta mais os homens dessas mesmas regiões. Já os tumores associados ao tabagismo, como os de pulmão e cavidade oral, aparecem com maior frequência no Sul e Sudeste.

Segundo o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, essas diferenças refletem o acesso desigual a políticas de saúde e condições básicas de vida. Ele destacou a preocupação com o aumento dos casos de câncer de cólon e reto, associado ao crescimento da obesidade, do sedentarismo e da exposição precoce a fatores de risco.

Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que os casos de câncer de colo do útero vêm diminuindo graças à vacinação contra o HPV. Para ele, a prevenção continua sendo o principal caminho para reduzir os números da doença.

“O mais importante é combater hábitos que levam ao câncer, como o uso do tabaco, especialmente entre os jovens, o avanço da obesidade e o sedentarismo”, afirmou o ministro.

Padilha também anunciou, na mesma ocasião, a adesão da operadora Amil ao programa Agora Tem Especialistas, que deve ampliar o acesso a cerca de 600 cirurgias em hospitais privados para pacientes que aguardam atendimento pelo SUS, no estado do Rio de Janeiro.