Imóvel histórico do século XVIII será transformado no Parque Taquara Fazenda Baronesa
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, oficializou no último sábado (31) a compra da Fazenda Baronesa, construção histórica do século XVIII localizada em Jacarepaguá. O anúncio foi feito por meio das redes sociais do prefeito e marca o desfecho de um processo que se arrastava há cerca de três décadas. Com a aquisição, a área será transformada no Parque Taquara Fazenda Baronesa, um novo complexo público voltado ao lazer, à cultura e à preservação ambiental.
Segundo Paes, o objetivo é devolver à população um espaço de grande valor histórico e simbólico para a cidade, especialmente para a Zona Sudoeste, fortalecendo o acesso à memória e ao patrimônio cultural carioca.
Um parque para a cidade
O futuro Parque Taquara Fazenda Baronesa será um espaço de uso comum, inspirado em parques tradicionais do Rio de Janeiro, como a Quinta da Boa Vista e o Parque Lage. A proposta é integrar áreas verdes, espaços culturais e atividades de lazer, garantindo acesso gratuito e democrático à população.
— Jacarepaguá vai ganhar o Parque Taquara Fazenda Baronesa. Prometi que ia transformar a fazenda num lugar público para os cariocas e, após três décadas, vencemos as questões burocráticas para adquirir o local — destacou o prefeito, ressaltando a importância do projeto para a valorização da história local.
Patrimônio do Brasil Colônia
Erguida na segunda metade do século XVIII, a Fazenda Baronesa é um importante exemplar da arquitetura rural do Brasil Colônia, com influências do período neoclássico. O complexo histórico é formado pela sede principal com avarandado, a Capela da Exaltação da Santa Cruz e o Engenho da Taquara, considerado um dos mais antigos da cidade do Rio de Janeiro.
Ao longo dos anos, o local manteve características arquitetônicas e estruturais que o transformaram em referência para estudiosos e defensores do patrimônio histórico.
Relíquias e preservação ambiental
O imóvel abriga importantes relíquias, como um quadro de quase três metros atribuído ao pintor Leandro Joaquim, além de mobiliário do período imperial. Desde 2002, a fazenda está inserida em uma Área de Proteção Ambiental (APA), o que reforça seu valor ecológico e histórico.



