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Versos & Diversos: Viver com o essencial na velhice? Mas o que é essencial, e o que é velhice? 

Foto: Pixabay
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Li o texto abaixo transcrito, e fiquei a matutar sobre a vida e as diversas maneiras como se apresenta. Foquei na questão e também escrevi. Leiam! 

“A velhice não aceita despreparo.

Ela não chega com delicadeza, e quem a espera de mãos vazias, sente o peso da dependência.

Prepare-se. Tenha algo guardado, um teto seguro, um carro à disposição.

Mas acima de tudo: que tudo isso seja seu.

Porque envelhecer com dignidade exige autonomia.

Não reescreva seus bens. Não confie cegamente que alguém cuidará de você como você cuida de si.

Seja leve: menos posses, mais paz.

Quanto mais coisas você tem, mais elas te exigem e, se não perceber, passam a te possuir.

A arte de viver é uma habilidade rara.

É saber dormir profundamente, comer com prazer, rir com liberdade  e não se deixar consumir pelas preocupações.

Lembre-se: neste mundo, nada é realmente nosso.

E quanto menos pertencermos às coisas, mais livres seremos por dentro.

A verdadeira prisão é a do apego.

E a liberdade começa quando 

aprendemos a viver com o essencial.”

(Robert De Niro)

Eu, Ana Maria Tourinho, escrevi, sobre a velhice e o essencial, o texto abaixo:

No crepúsculo da vida, quando o sol parece mais suave e as sombras se alongam, a velhice se apresenta como uma velha amiga, mas não daquelas que trazem doces promessas. Ela chega com o peso de anos acumulados, de memórias que se entrelaçam como raízes de uma árvore antiga. A sabedoria das rugas e a fragilidade do corpo se encontram em um abraço apertado, onde a autonomia é o fio que costura o manto da dignidade.

O que é essencial, então? 

É o abrigo que nos acolhe, não apenas das intempéries do tempo, mas do frio da solidão. É o conforto de um lar, que, mais do que paredes, é um espaço onde se respira amor e segurança. É o carro que nos leva à liberdade, não como um símbolo de status, mas como um veículo que nos permite explorar o mundo com curiosidade renovada. 

No entanto, a verdadeira riqueza reside na autonomia de saber que tudo isso é nosso, construído com mãos calejadas e corações pulsantes.

Mas a velhice, com sua sabedoria implacável, nos ensina que as posses são como areia entre os dedos. Quanto mais acumulamos, mais nos atamos a elas, e, como um barco à deriva, perdemos a capacidade de navegar com leveza. 

A arte de viver, essa habilidade rara, é um convite à simplicidade. 

Dormir profundamente, comer com prazer, rir com liberdade são verdadeiros tesouros que não podem ser comprados, mas apenas cultivados em um solo fértil de gratidão.

É um paradoxo, mas quanto menos pertencemos às coisas, mais livres nos tornamos. A verdadeira prisão é o apego, que nos amarra a expectativas, a medos infundados e a uma vida de preocupações. Liberdade é um estado de espírito, um ato de desapego, que nos permite olhar para o horizonte e ver, não o peso das posses, mas a leveza do ser.

Ao final, viver com o essencial na velhice é um manifesto contra a superficialidade. É um grito silencioso que ecoa nas paredes do coração: “Sou mais do que minhas coisas.” E, assim, ao abraçar a simplicidade, encontramos a paz que escapa nas correntes do cotidiano.

E você, como imagina essa transição para a velhice? O que considera essencial para viver com dignidade?

Aproveite e faça uma bela reflexão. 

Ecos do Amanhã

No jardim da vida, o tempo floresce.

Sussurram folhas, dançam ventos

rugas, poemas, sorrisos,  preces.

Velhice, canção que embala sentimentos.

Em rio sereno, que ao mar se entrega,

memórias navegam, segredos em papel.

Autonomia, o leme que nos sustenta,

amor, estrela brilhando no céu.  

Bens, sombras que se desfazem ao sol.

Na sabedoria, revelam seu valor.

Menos é mais, ensina a vida.

No desapego, encontramos amor.  

Lar, abraços, ninhos de paz.

Aí o coração repousa, alma aquieta.

Saboreando vida, o presente se faz,

banquete de risos, danças felizes. 

No crepúsculo suave, a luz se despede,  

espírito voa, livre como ar.

Ecos do amanhã, esperança,

gestos de amor, olhares atentos.

Envelhecer é arte.

É viver com leveza, deixar-se levar,  

saber que a vida é doce estandarte.  

No coração, eternidade a palpitar.

O que é essencial? Um toque, um sorriso,  

a beleza do simples, o calor da amizade.

Ao final da jornada, o amor avisa:  

Viver é ato de pura liberdade.

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