Li o texto abaixo transcrito, e fiquei a matutar sobre a vida e as diversas maneiras como se apresenta. Foquei na questão e também escrevi. Leiam!
“A velhice não aceita despreparo.
Ela não chega com delicadeza, e quem a espera de mãos vazias, sente o peso da dependência.
Prepare-se. Tenha algo guardado, um teto seguro, um carro à disposição.
Mas acima de tudo: que tudo isso seja seu.
Porque envelhecer com dignidade exige autonomia.
Não reescreva seus bens. Não confie cegamente que alguém cuidará de você como você cuida de si.
Seja leve: menos posses, mais paz.
Quanto mais coisas você tem, mais elas te exigem e, se não perceber, passam a te possuir.
A arte de viver é uma habilidade rara.
É saber dormir profundamente, comer com prazer, rir com liberdade e não se deixar consumir pelas preocupações.
Lembre-se: neste mundo, nada é realmente nosso.
E quanto menos pertencermos às coisas, mais livres seremos por dentro.
A verdadeira prisão é a do apego.
E a liberdade começa quando
aprendemos a viver com o essencial.”
(Robert De Niro)
Eu, Ana Maria Tourinho, escrevi, sobre a velhice e o essencial, o texto abaixo:
No crepúsculo da vida, quando o sol parece mais suave e as sombras se alongam, a velhice se apresenta como uma velha amiga, mas não daquelas que trazem doces promessas. Ela chega com o peso de anos acumulados, de memórias que se entrelaçam como raízes de uma árvore antiga. A sabedoria das rugas e a fragilidade do corpo se encontram em um abraço apertado, onde a autonomia é o fio que costura o manto da dignidade.
O que é essencial, então?
É o abrigo que nos acolhe, não apenas das intempéries do tempo, mas do frio da solidão. É o conforto de um lar, que, mais do que paredes, é um espaço onde se respira amor e segurança. É o carro que nos leva à liberdade, não como um símbolo de status, mas como um veículo que nos permite explorar o mundo com curiosidade renovada.
No entanto, a verdadeira riqueza reside na autonomia de saber que tudo isso é nosso, construído com mãos calejadas e corações pulsantes.
Mas a velhice, com sua sabedoria implacável, nos ensina que as posses são como areia entre os dedos. Quanto mais acumulamos, mais nos atamos a elas, e, como um barco à deriva, perdemos a capacidade de navegar com leveza.
A arte de viver, essa habilidade rara, é um convite à simplicidade.
Dormir profundamente, comer com prazer, rir com liberdade são verdadeiros tesouros que não podem ser comprados, mas apenas cultivados em um solo fértil de gratidão.
É um paradoxo, mas quanto menos pertencemos às coisas, mais livres nos tornamos. A verdadeira prisão é o apego, que nos amarra a expectativas, a medos infundados e a uma vida de preocupações. Liberdade é um estado de espírito, um ato de desapego, que nos permite olhar para o horizonte e ver, não o peso das posses, mas a leveza do ser.
Ao final, viver com o essencial na velhice é um manifesto contra a superficialidade. É um grito silencioso que ecoa nas paredes do coração: “Sou mais do que minhas coisas.” E, assim, ao abraçar a simplicidade, encontramos a paz que escapa nas correntes do cotidiano.
E você, como imagina essa transição para a velhice? O que considera essencial para viver com dignidade?
Aproveite e faça uma bela reflexão.
Ecos do Amanhã
No jardim da vida, o tempo floresce.
Sussurram folhas, dançam ventos
rugas, poemas, sorrisos, preces.
Velhice, canção que embala sentimentos.
Em rio sereno, que ao mar se entrega,
memórias navegam, segredos em papel.
Autonomia, o leme que nos sustenta,
amor, estrela brilhando no céu.
Bens, sombras que se desfazem ao sol.
Na sabedoria, revelam seu valor.
Menos é mais, ensina a vida.
No desapego, encontramos amor.
Lar, abraços, ninhos de paz.
Aí o coração repousa, alma aquieta.
Saboreando vida, o presente se faz,
banquete de risos, danças felizes.
No crepúsculo suave, a luz se despede,
espírito voa, livre como ar.
Ecos do amanhã, esperança,
gestos de amor, olhares atentos.
Envelhecer é arte.
É viver com leveza, deixar-se levar,
saber que a vida é doce estandarte.
No coração, eternidade a palpitar.
O que é essencial? Um toque, um sorriso,
a beleza do simples, o calor da amizade.
Ao final da jornada, o amor avisa:
Viver é ato de pura liberdade.



