A Lei Seca no Carnaval do Rio será reforçada em 2026 com a realização de mais de 50 blitzes ao longo dos dias de folia. O anúncio foi feito pelo Governo do Estado como parte do planejamento especial de segurança para um dos períodos de maior circulação de pessoas e veículos na cidade.
Além das fiscalizações nas ruas, a operação também vai alcançar o Sambódromo. Motoristas responsáveis pela condução de carros alegóricos deverão passar pelo teste do bafômetro, medida que busca reduzir riscos de acidentes durante os desfiles das escolas de samba.
Segundo o governo estadual, o esquema de segurança do Carnaval prevê a atuação de cerca de 26 mil agentes, entre policiais militares, policiais civis, equipes do programa Segurança Presente e bombeiros. O objetivo é ampliar a prevenção e garantir maior controle em áreas de grande concentração de público.
O planejamento inclui ainda o uso de tecnologia para monitoramento em tempo real, com drones, câmeras de reconhecimento facial e leitura de placas. As imagens serão acompanhadas pelo Centro Integrado de Comando e Controle, que fará o acompanhamento das ocorrências durante todo o período festivo.
De acordo com os dados divulgados, cerca de 12.550 policiais militares e 3,5 mil policiais civis estarão mobilizados em todo o estado. A fiscalização será intensificada especialmente nos acessos a blocos de rua, ao Sambódromo e em vias com aumento significativo do fluxo de veículos.
Ao comentar os preparativos, o governador Cláudio Castro destacou que a maior preocupação das autoridades é o momento da dispersão do público, tanto nos blocos quanto no Sambódromo, período em que costumam ocorrer mais registros de roubos, furtos e acidentes.
As autoridades afirmam que o reforço da Lei Seca busca atuar de forma preventiva, reduzindo acidentes de trânsito e aumentando a sensação de segurança durante o Carnaval, quando a cidade recebe milhões de foliões e turistas.
Mesmo com a estrutura ampliada, o período de festas exige atenção redobrada de quem circula pela cidade, já que o aumento do consumo de álcool e da movimentação nas ruas costuma pressionar os sistemas de trânsito e segurança pública ao longo dos dias de folia.



