O cenário global em 2026 apresenta um panorama viral complexo que mantém especialistas em doenças infecciosas em estado de alerta. Longe de termos deixado a era pandêmica para trás, uma combinação de fatores vem criando condições cada vez mais favoráveis para que vírus evoluam e se espalhem com velocidade crescente.
Entre os principais elementos estão o aquecimento global, o crescimento populacional e a maior mobilidade humana, que ampliam o contato entre pessoas, animais e diferentes ecossistemas.Em artigo publicado na revista The Conversation, o professor adjunto de Doenças Infecciosas Patrick Jackson, da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, aponta três vírus que merecem atenção especial neste ano: a gripe aviária H5N1, o mpox e o pouco conhecido vírus Oropouche.
Embora muito diferentes entre si, todos já cruzaram novas fronteiras geográficas e ampliaram significativamente seu alcance, seja por mutações, mudanças ambientais ou maior circulação de pessoas pelo mundo. O avanço dessas doenças não significa necessariamente que uma nova pandemia seja iminente, mas evidencia um cenário de risco contínuo que exige monitoramento constante das autoridades de saúde.
Especialistas destacam que a vigilância epidemiológica, a cooperação internacional e o investimento em ciência são fundamentais para detectar surtos precocemente e conter possíveis crises sanitárias. A avaliação é que o momento atual pede atenção estratégica e preparação, não alarmismo, diante de ameaças reais que mostram sinais consistentes de expansão.



