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Naturalidade redefine os rumos da cirurgia plástica em 2026

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Para o cirurgião plástico Renan Gil, é fundamental alinhar as expectativas do paciente antes do procedimento

A cirurgia plástica vive um momento de transformação. Em 2026, a busca por resultados naturais, técnicas menos invasivas e maior segurança passa a nortear as escolhas de pacientes e profissionais. Com uma abordagem mais personalizada, o foco deixa de ser a mudança radical e passa a valorizar o equilíbrio entre estética, saúde e bem-estar.

O Brasil lidera o ranking mundial de procedimentos cirúrgicos estéticos, com mais de 2,18 milhões realizados em 2023, segundo levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Os números reforçam não apenas a força do setor no país, mas também a consolidação de uma nova mentalidade: menos exagero e mais naturalidade.Para o cirurgião plástico Renan Gil, a principal mudança é uma verdadeira “virada de chave”. “Exatamente, essa é uma tendência que na cirurgia plástica a gente está tendo essa virada de chave, no sentido de que cada vez mais a gente tá procurando realçar a beleza que a pessoa já tem, então não é pra ter uma padronização de resultados e nem para ter uma padronização da beleza”, afirma.

A proposta é preservar identidade e expressão. “A gente vai conseguir através de um planejamento cirúrgico de forma adequada deixar essa paciente se sentindo melhor consigo mesma e ao mesmo tempo preservando a sua identidade dando uma naturalidade com a cirurgia que você vai perceber que não vai ter estigmas relacionados à cirurgia plástica”, explica.

Corpo em evidência: contorno sem exagero

Se antes procedimentos como a Lipo HD simbolizavam o auge da definição extrema, hoje o cenário é diferente. “Ainda tem pacientes que buscam isso, mas cada vez mais a gente tem recebido no consultório pessoas que estão interessadas em ter uma melhora do contorno mas sem precisar ficar com aquela aparência de artificial”, destaca.

A tendência é a média definição: resultados harmônicos, que respeitam o biotipo. “Hoje em dia, através da cirurgia plástica, a gente consegue melhorar esse contorno do abdômen e a pessoa fica conversando com o resto do corpo, fica mais harmonioso”, pontua.

Nas cirurgias mamárias, o movimento também mudou. “Logo no início da década de 90 a gente tinha muito aquela questão de colocar próteses maiores. E hoje em dia já é o contrário, a tendência é tanto do explante, da retirada das próteses, ou colocar próteses com um volume bem menor do que a gente colocava alguns anos atrás”, afirma.

Tecnologia e segurança

Outro pilar da nova fase é o avanço tecnológico. Equipamentos modernos e bioestimuladores de colágeno permitem resultados progressivos, naturais e com recuperação mais rápida. “É essa parte de tecnologia houve um desenvolvimento enorme nos últimos anos e cada vez mais as empresas estão em desenvolvimento de tecnologias para que melhore o nosso resultado, seja menos invasivo para o paciente”, explica.

Segundo ele, técnicas como microagulhamento associado a plataformas tecnológicas estimulam o colágeno e melhoram a firmeza da pele. “Isso vai gerar na paciente um resultado depois de alguns meses, um ar muito jovial. Então vai estar natural, não vai ser nada muito artificial”.

O especialista também reforça a importância da escolha de um profissional habilitado e da avaliação individual. “É fundamental que a pessoa busque no site do Conselho Federal de Medicina se esse profissional está habilitado”, orienta. E completa: “Não adianta eu querer transformar uma pessoa que tem 50, 60 anos e achar que ela vai passar a ter 20”, conclui

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