O caso de estupro coletivo em Copacabana ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (6) com a apreensão de um adolescente de 17 anos apontado como um dos envolvidos no crime ocorrido em 31 de janeiro, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O jovem se apresentou à polícia e foi apreendido ao chegar à 54ª Delegacia de Polícia, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Segundo as investigações conduzidas pela 12ª DP (Copacabana), o adolescente teria sido responsável por atrair a vítima, também de 17 anos, até o apartamento onde ocorreu o crime. A Vara da Infância e Juventude da Capital já havia decretado a internação provisória do suspeito, medida equivalente à prisão dentro do sistema socioeducativo.
Inicialmente, o Ministério Público do Rio não havia solicitado a internação do adolescente. No entanto, a posição foi revista após o surgimento de uma segunda vítima que também apontou a participação do jovem em outro episódio de violência sexual.
Com a nova denúncia, o órgão solicitou a medida cautelar que resultou na apreensão do investigado.
De acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, o adolescente é considerado peça central no caso.
“A mente por trás de tudo”, afirmou o delegado ao comentar o papel atribuído ao jovem na organização dos acontecimentos investigados.
Além do adolescente, outros quatro suspeitos maiores de idade já foram denunciados e estão presos preventivamente. Dois deles, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, ambos de 18 anos, se apresentaram à polícia na última quarta-feira.
Outros dois investigados, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, já haviam se entregado anteriormente e permanecem detidos.
Segundo os investigadores, o grupo pode estar ligado a outros episódios semelhantes. Há indícios de envolvimento em pelo menos três casos distintos de violência sexual, incluindo denúncias registradas em 2023 e 2024, algumas envolvendo vítimas menores de idade.
Uma das denúncias relata um abuso ocorrido em agosto de 2023, quando a vítima tinha 14 anos. Outro episódio apontado pela investigação teria acontecido em outubro do mesmo ano durante uma festa escolar no Colégio Pedro II.
A Polícia Civil continua reunindo depoimentos e provas para esclarecer todos os episódios relacionados ao caso e verificar a extensão da atuação do grupo.
Especialistas destacam que vítimas de violência sexual frequentemente enfrentam impactos psicológicos profundos, como medo, vergonha e sentimento de culpa, efeitos que podem acompanhar a vítima por muitos anos.
O avanço das investigações e o surgimento de novas denúncias ampliam a dimensão do caso e reforçam a mobilização das autoridades para esclarecer completamente os crimes investigados.





