Na poesia “Cicatrizes”, apresentamos uma reflexão profunda sobre a beleza e a fragilidade da natureza. Através de imagens vívidas de florestas vibrantes e a dor da devastação, traço um paralelo entre a exuberância da vida e as cicatrizes deixadas pela destruição. O poema captura a luta pela esperança em um cenário de perda, onde cada canto de pássaro e sussurro do vento traz à tona memórias e histórias de amor. Em tempos em que a preservação ambiental é uma preocupação crescente, “Cicatrizes” nos convida a olhar mais de perto nossas próprias relações com o meio ambiente e a reconhecer a beleza que ainda persiste, mesmo nas adversidades.
Boa leitura e reflexão!
Cicatrizes
Florestas verdejantes
árvores como colunas de templos
Folhas vibram, dançando
como mãos em celebração
Ecos de serras cortam o silêncio
Dor ecoa tal lamento
a beleza se foi
e a vida se torna lembrança
Sol aparece e suas luzes caem,
gotas de ouro,
e mostram cinzas como memórias
O verde acabou, o verde se calou!
Vento murmurando entre os galhos
como segredos de amantes
Lutando para exalar esperança
naquela imensa devastação
A natureza se entrelaça
cada pássaro canta uma nota
Contam suas vivências
em (coloridas?) sinfonias
A beleza se despede
Revela sua fragilidade
Mostra que a vida
se esconde entre cicatrizes.
E histórias de amor e perdas





