A morte em operação policial em São Gonçalo gerou reação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), que iniciou uma série de pedidos de esclarecimento sobre a ação realizada no Complexo do Salgueiro.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Casa recebeu familiares da vítima e decidiu solicitar informações ao Ministério Público, à Secretaria de Polícia Militar e à Polícia Rodoviária Federal sobre as circunstâncias da operação.
Entre os pontos que serão investigados estão as motivações da ação, a cadeia de comando envolvida, o uso da força por parte dos agentes e possíveis falhas no atendimento às vítimas.
A comissão também requisitou dados detalhados sobre o planejamento da operação, incluindo cumprimento de mandados, eventuais prisões, apreensões e o número de pessoas feridas ou mortas durante a ação.
Outro aspecto questionado diz respeito à comunicação prévia ao Ministério Público, além da preservação da cena do ocorrido e o uso de câmeras corporais pelos agentes envolvidos.
A presidente da comissão, deputada Dani Monteiro, destacou a gravidade do caso ao comentar a morte da moradora.
“É impossível não se revoltar. Andressa era mãe de cinco filhos, a força da família, uma mulher que lutava todos os dias para sustentar sua casa”, declarou.
Segundo relatos apresentados à comissão, a vítima foi atingida durante a operação enquanto tentava buscar os filhos.
“Ela foi baleada quando tentava buscar os próprios filhos, no meio da ação que, ao que tudo indica, desrespeitou protocolos básicos e colocou toda uma comunidade em risco”, afirmou a parlamentar.
A deputada também reforçou a cobrança por responsabilização e investigação aprofundada do caso.
“A dor dessa família é devastadora e não pode ser ignorada. Nós vamos até o fim para que essa morte não seja mais um número na imensa conta de vítimas dessa política de segurança pública”, disse.
A comissão ainda solicitou a preservação de registros da operação, como imagens e documentos, para auxiliar na apuração dos fatos.
As investigações seguem em andamento e devem envolver diferentes órgãos de controle e fiscalização.
E, diante das cobranças, cresce a expectativa por respostas que esclareçam o que ocorreu durante a ação policial.





