Light e Iguá intensificam ações com apoio da Polícia Civil e reforçam impacto dos “gatos” no serviço e na segurança da população
A Light e a Iguá realizaram uma megaoperação para combater o furto de energia elétrica e água nos bairros da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. A ação contou com o apoio da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), e do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis).
As equipes atuaram na identificação de ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”, que além de ilegais, representam riscos à segurança da população e comprometem o fornecimento regular dos serviços. A prática é considerada crime, conforme o artigo 155 do Código Penal.
Fiscalização intensiva e serviços à população
Durante a operação, cerca de 400 profissionais da Light foram mobilizados. Até o momento, mais de 950 serviços foram realizados, incluindo inspeções em imóveis residenciais e comerciais. Ao todo, 246 locais foram regularizados e duas pessoas foram presas em flagrante, uma na Barra e outra no Recreio.
Entre os estabelecimentos fiscalizados estão lojas, bares e restaurantes, principalmente na Avenida Olegário Maciel, um dos principais polos gastronômicos da região. Paralelamente à fiscalização, a ação também ofereceu atendimento direto à população na Praça do Pontal, com a presença da Agência Móvel da Light e estrutura da Iguá Rio.
No local, moradores puderam negociar débitos, solicitar troca de titularidade, pedir novas ligações e se cadastrar na Tarifa Social. Segundo o coordenador da Light, Daniel Bragança, a iniciativa busca não apenas coibir irregularidades, mas também melhorar a qualidade do serviço prestado.
Prejuízos bilionários e impacto coletivo
De acordo com a concessionária, o furto de energia e cabos gera prejuízos estimados em cerca de R$1,3 bilhão por ano. Apenas em 2025 e nos primeiros meses de 2026, quase 2.900 ligações clandestinas foram regularizadas e mais de 136 mil instalações irregulares normalizadas.
Nesse período, foram recuperados cerca de 240 GWh de energia, volume suficiente para abastecer aproximadamente 80 mil residências durante um ano. Além do impacto financeiro, as fraudes afetam diretamente a qualidade do fornecimento, causando oscilações e interrupções no serviço.
A operação reforça o desafio enfrentado pelas concessionárias no combate às irregularidades e destaca a importância da conscientização da população sobre os riscos e consequências dessa prática.





