O vice-presidente e presidente em exercício Geraldo Alckmin afirmou que o governo é favorável a mudanças na jornada de trabalho e voltou a defender a revisão do modelo atual. Alckmin defende fim da escala 6×1 ao comentar a necessidade de adaptação das regras às novas realidades do mercado.
Durante agenda em Cubatão, no estado de São Paulo, o presidente em exercício destacou que a redução da jornada é uma tendência impulsionada pelos avanços tecnológicos. Segundo ele, o tema precisa ser debatido com responsabilidade e levando em conta as particularidades de cada setor.
“É natural que haja uma redução da jornada de trabalho. Isso precisa ser debatido, precisa ser discutido, o governo apoia [o fim da 6×1]. E há a necessidade de se analisar as especificidades, porque não é todo mundo que tem a mesma lógica”, afirmou.
Alckmin também citou o impacto de tecnologias como inteligência artificial e automação em diferentes áreas da economia, como agricultura, indústria e serviços. Para ele, essas mudanças permitem repensar a carga horária dos trabalhadores.
Na semana passada, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas. A proposta foi enviada com urgência constitucional.
Na prática, a medida prevê a adoção do modelo 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, mantendo a possibilidade de formatos alternativos, como o regime 12×36, desde que respeitado o limite semanal de horas.
Dados do governo indicam que cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham atualmente na escala 6×1, enquanto aproximadamente 37 milhões cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais.
Além do tema trabalhista, Alckmin comentou sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, destacando o potencial de ampliação das exportações brasileiras.
O assunto segue em debate no cenário político e deve avançar nas discussões no Congresso, envolvendo diferentes setores da economia e representantes dos trabalhadores.





