Educadora e pesquisadora dedicou décadas à valorização da cultura afro-brasileira e à defesa da igualdade racial
A morte de Ana Maria de Souza Mendes, aos 78 anos, marcou o encerramento de uma trajetória profundamente ligada à educação, à pesquisa e ao combate ao racismo no Brasil. Reconhecida como uma das principais lideranças do movimento antirracista em Sorocaba, ela faleceu no dia 19 de abril de 2026, deixando um legado construído ao longo de décadas de atuação social e acadêmica.
Ana Maria se destacou pela defesa da valorização da cultura afro-brasileira e pelo compromisso com a construção de uma sociedade mais igualitária. Sua atuação foi marcada pelo incentivo à inclusão racial dentro das escolas, universidades e espaços culturais, contribuindo diretamente para ampliar debates sobre identidade, memória e representatividade negra.Ao longo da carreira, dedicou-se à formação de estudantes e educadores, utilizando a educação como ferramenta de transformação social.
Em suas pesquisas e projetos, buscava reforçar a importância da história e da cultura africana e afro-brasileira na formação da sociedade brasileira, em consonância com princípios defendidos por movimentos sociais e políticas de promoção da igualdade racial.Além da atuação acadêmica, Ana Maria também teve forte presença em iniciativas culturais e comunitárias em Sorocaba. Participou de debates, palestras e eventos voltados à conscientização sobre o racismo estrutural e à preservação das tradições afro-brasileiras. Sua voz tornou-se referência para diferentes gerações de ativistas, estudantes e pesquisadores.
O trabalho desenvolvido por ela ajudou a fortalecer o movimento negro na região e contribuiu para a ampliação de espaços de diálogo sobre diversidade e inclusão. Pessoas próximas destacam que sua atuação sempre foi pautada pela escuta, pelo acolhimento e pela defesa do acesso à educação como direito fundamental.
A trajetória de Ana Maria de Souza Mendes também acompanha importantes transformações sociais ocorridas nas últimas décadas no Brasil, especialmente no avanço de políticas públicas ligadas à igualdade racial e ao reconhecimento da contribuição da população negra para a história do país.
Sua morte gerou comoção entre educadores, movimentos sociais e lideranças culturais, que ressaltaram a importância de seu trabalho e de sua resistência em defesa da justiça social. Mais do que uma pesquisadora e professora, Ana Maria tornou-se símbolo de luta, memória e valorização da identidade negra em Sorocaba e no Brasil.




