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Coronel Vasconcellos protocola pedido de impeachment contra presidente do Fluminense

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O ambiente político nas Laranjeiras ganhou novos contornos nesta semana após o Coronel Vasconcellos, ex-oficial do BOPE e integrante da última chapa encabeçada pelo saudoso Celso Rocha de Barros, protocolar oficialmente um pedido de impeachment contra o presidente do Fluminense Football Club, Mattheus Montenegro.

A medida foi motivada pela decisão da diretoria tricolor de aceitar a alteração da data do clássico contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro, situação que gerou forte repercussão entre torcedores, conselheiros e grupos políticos ligados ao clube.

Segundo o documento apresentado ao Conselho Deliberativo, a concordância da diretoria com o adiamento da partida teria provocado desgaste institucional e prejuízos à imagem do Fluminense. A representação sustenta que a atual gestão teria atuado de maneira contrária aos interesses esportivos do clube, classificando a condução do caso como uma possível “gestão temerária”, com base em dispositivos previstos no estatuto da instituição.

Coronel Vasconcellos ganhou destaque no cenário político tricolor durante a última eleição presidencial do clube, quando integrou a chapa liderada por Celso Rocha de Barros. Após o falecimento do dirigente, considerado uma das figuras mais influentes da política recente do Fluminense, Vasconcellos manteve atuação nos bastidores e postura crítica em relação a decisões administrativas da atual gestão.

Com histórico ligado ao BOPE, o Coronel agora leva sua experiência estratégica e disciplinar para o campo político do clube, buscando apoio interno para avançar com o processo de afastamento administrativo do presidente.

“A história do Fluminense merece respeito e responsabilidade. Entendemos que houve uma falha grave de condução neste episódio, e o clube não pode permanecer indiferente diante de decisões que atingem sua imagem e seus interesses esportivos”, afirmou Vasconcellos.

Nos bastidores, aliados do movimento já iniciaram mobilizações para coleta de assinaturas entre sócios e conselheiros, buscando fortalecer o pedido e ampliar a pressão sobre o Conselho Deliberativo. A expectativa do grupo é que o caso avance rapidamente dentro dos trâmites internos do clube.

O episódio aumenta ainda mais a tensão política nas Laranjeiras e evidencia o clima de divisão entre diferentes correntes do Fluminense, em um momento delicado tanto dentro quanto fora de campo. Até o momento, a presidência do clube não se pronunciou oficialmente sobre o pedido de impeachment.

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