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Bactéria resistente volta a preocupar após ser detectada em água mineral e produtos de limpeza

Mat 02 Reprodução

A bactéria Pseudomonas aeruginosa voltou ao centro das atenções da vigilância sanitária no Brasil após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar, na última quarta-feira (3/6), a interdição de um lote de garrafas de água mineral da marca Crystal.

O micro-organismo já havia sido responsável, no início de maio, pelo recolhimento de determinados detergentes e sabões da marca Ypê, após contaminação identificada em testes.O caso chama atenção pela capacidade de sobrevivência da bactéria, que consegue persistir até mesmo em ambientes e produtos destinados à limpeza e higienização.

Segundo especialistas, o sucesso do micro-organismo está ligado a um conjunto de estratégias biológicas que dificultam sua eliminação.Entre os principais mecanismos está a estrutura de membrana dupla, característica das bactérias Gram-negativas, que funciona como um “escudo químico”, reduzindo a entrada de substâncias desinfetantes.

Outro fator é a formação de biofilmes, uma espécie de camada gelatinosa produzida pelas bactérias que se aderem a superfícies, criando uma barreira protetora.Além disso, a Pseudomonas aeruginosa possui “bombas de efluxo”, proteínas capazes de expulsar substâncias tóxicas antes que elas causem danos à célula, atuando como um sistema de defesa altamente eficiente.

Essas características fazem da bactéria um desafio para a indústria e para o controle sanitário, especialmente quando detectada em produtos que deveriam, em teoria, garantir limpeza e segurança ao consumidor. A Anvisa segue monitorando os casos e investigando as causas das contaminações.

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