Dois fortes terremotos atingiram a região norte venezuelana em sequência, provocando destruição em Caracas e cidades vizinhas; quase 3 mil pessoas ficaram feridas e equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes
A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias de sua história recente. O número de mortos pelos dois terremotos que atingiram o norte do país na noite da última quarta-feira (24/06) subiu para 589, segundo balanço atualizado divulgado pelo governo venezuelano nesta sexta-feira (26). Além das vítimas fatais, 2.980 pessoas ficaram feridas, enquanto centenas seguem desaparecidas sob os escombros.
Os tremores, considerados os mais intensos registrados no país em mais de 100 anos, atingiram a região onde está localizada a capital, Caracas, e provocaram o desabamento de edifícios residenciais, hotéis, hospitais e outras estruturas essenciais. A destruição também foi severa no estado de La Guaira, um dos mais afetados pela catástrofe.
Equipes de resgate trabalham sem interrupção em busca de sobreviventes, enfrentando dificuldades provocadas pelos escombros, pelos danos à infraestrutura e pelos sucessivos tremores secundários. Milhares de moradores passaram a noite em praças e áreas abertas, temendo novos abalos sísmicos.
A dimensão da tragédia mobilizou uma ampla operação internacional. Países da América Latina, Europa e América do Norte enviaram equipes especializadas em salvamento, hospitais de campanha, medicamentos, alimentos e equipamentos para auxiliar nas operações humanitárias. Organizações internacionais também reforçaram os pedidos por ajuda urgente às famílias atingidas.
Especialistas apontam que a combinação entre a elevada magnitude dos terremotos, ocorridos em sequência com poucos segundos de intervalo, e a vulnerabilidade de parte das construções contribuiu para o elevado número de vítimas. Autoridades alertam que o balanço pode continuar aumentando à medida que as equipes alcançam áreas ainda isoladas e removem os destroços de edifícios que desabaram completamente.
Enquanto o país tenta socorrer os sobreviventes e iniciar a reconstrução, a população venezuelana enfrenta mais um enorme desafio humanitário, marcado pela perda de vidas, milhares de desabrigados e uma infraestrutura gravemente comprometida.





