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Com greve dos rodoviarios no Rio: 35 ônibus foram vandalizados e justiça exige que pelo menos 50% das frotas voltem as ruas

Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

A categoria dos rodoviários do Rio de Janeiro iniciou uma greve por tempo indeterminado à meia-noite desta segunda-feira (29), após uma decisão em assembleia realizada no domingo (28). A paralisação afeta o transporte público na cidade, gerando transtornos para milhares de passageiros.

Em resposta à greve, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) deferiu uma liminar determinando a circulação de, no mínimo, 50% da frota de ônibus. O descumprimento desta ordem judicial acarreta uma multa diária de R$ 50 mil para cada entidade sindical envolvida.

O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de transporte público do município, informou que pelo menos 35 ônibus foram vandalizados durante piquetes na madrugada. Uma pessoa ficou ferida em uma dessas ações, embora não haja detalhes sobre sua identidade ou estado de saúde. A informação foi divulgada pelo Bom Dia Rio.

Vandalismo e Frota Reduzida Causam Caos

De acordo com o Rio Ônibus, apenas 860 coletivos saíram das garagens nesta manhã, aquém dos 1.800 que deveriam estar em circulação para atender à determinação judicial. O sindicato das viações afirma que as garagens estavam abertas e prontas, mas que a ação de grevistas impediu o cumprimento da ordem, além de ter vandalizado mais de 35 veículos. O objetivo, segundo o Rio Ônibus, é atender à decisão da Justiça e garantir o transporte da população carioca.

Em contrapartida, Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, culpou os empregadores pela quantidade insuficiente de ônibus nas ruas. Ele alegou que o sindicato patronal não forneceu a escala de trabalhadores necessária para cumprir a determinação judicial de 50% da frota, dificultando o cumprimento da decisão.

MOBI-Rio e Transporte Público Alternativo

A MOBI-Rio, empresa responsável pela gestão dos BRTs, informou que 68% da frota planejada estava operando às 7h10, com 278 veículos cobrindo os quatro corredores do sistema e todas as estações abertas. O Centro de Operações e Resiliência (COR) reforçou que metrô, trens e barcas estão funcionando regularmente e são alternativas viáveis para a população.

Passageiros relataram longas esperas e a ausência de ônibus em diversos bairros, como Realengo, Campo Grande e Guaratiba. Daniel Monteiro, morador de Realengo, esperou por duas horas sem que nenhuma linha passasse. Ester Santos, de Campo Grande, precisou recorrer a aplicativos de transporte devido à falta de ônibus na região.

Reivindicações da Categoria e Proposta Salarial

A greve dos rodoviários é motivada por uma série de reivindicações. Entre elas, estão a mudança da data-base para 1º de março, um salário de R$ 5 mil para motoristas de articulados e R$ 4 mil para os demais, o fim do contrato temporário com contratação pela CLT para profissionais do BRT, e um vale-alimentação de R$ 1 mil.

A categoria também pede jornada de trabalho 5×2, manutenção do passe livre, indenização dos 30 minutos do intervalo de almoço, e um plano de saúde e odontológico. O sindicato estima que a proposta, aplicada aos valores atuais, resultaria em um reajuste de R$ 150,15 para motoristas de ônibus convencionais e R$ 180,17 para os de articulados, além de um aumento no vale-alimentação.

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