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Rio Ônibus Oferece Reajuste Salarial de 4,39% para rodoviarios e tenta fim da greve que vai para seu terceiro dia e com novas negociações com ajuda de sindicato patronal

Foto: Reprodução
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O impasse na greve dos rodoviários no Rio de Janeiro pode estar próximo do fim. O Rio Ônibus informou, nesta quarta-feira (1º), um reajuste salarial de 4,39% para os trabalhadores, referente ao pagamento do mês de junho. A proposta visa viabilizar o encerramento da paralisação que já dura três dias e impacta o transporte público na cidade.

Uma nova assembleia está em andamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para dar continuidade às negociações entre as partes. A expectativa é que este reajuste, embora menor do que o reivindicado inicialmente, possa criar um ambiente propício para um acordo e o retorno da normalidade no sistema de transporte.

Apesar do anúncio do reajuste, a situação da frota nas ruas ainda é um ponto de atrito. O Rio Ônibus alega dificuldades em cumprir a determinação judicial de 80% de circulação, enquanto a Prefeitura afirma que a meta está sendo atingida, especialmente nos BRTs. Conforme informação divulgada pelo Rio Ônibus, a oferta de reajuste salarial busca pacificar a categoria e normalizar o serviço.

Frota Circulante: Dados e Acusações Cruzadas

De acordo com o Rio Ônibus, cerca de 1.650 ônibus circulam pela cidade, número aquém dos 80% determinados judicialmente. Paulo Valente, diretor de Comunicação do Rio Ônibus, atribuiu a baixa adesão ao que chamou de “descaso do Sindicato dos Rodoviários” e a “baderneiros que estão vandalizando coletivos e agredindo os profissionais que resolveram trabalhar”.

Em contrapartida, a Mobi-Rio informou que, na manhã desta quarta-feira, 92% da frota projetada de BRTs para o horário de pico estava à disposição, com 502 veículos operando. A Prefeitura do Rio, por meio do prefeito Eduardo Cavaliere, reforçou que cumpriu a determinação do TST de garantir a frota mínima circulante.

Transparência e Dados: Prefeitura x Rio Ônibus

O Rio Ônibus criticou a Prefeitura, afirmando que seus dados sobre o sistema de ônibus sempre foram públicos, mesmo antes da implementação do Jaé e do fim do dinheiro a bordo. A entidade alega que os dados da Mobi-Rio, por outro lado, “não estão disponíveis para consulta em tempo real”.

O prefeito Eduardo Cavaliere rebateu, afirmando que a Prefeitura “acabou com a caixa preta” do sistema de ônibus comuns com o uso de GPS e bilhetagem pública via Jaé, permitindo fiscalização em tempo real. Ele destacou que os consórcios, por vezes, não cumprem as decisões judiciais para atender a população.

Proposta de Reajuste e Vandalismo

A proposta de reajuste de 4,39% já havia sido apresentada anteriormente, mas não agradou a categoria. O Sindicato dos Rodoviários havia proposto um aumento escalonado, com 8% agora e mais 8,3% em novembro, totalizando os 17% reivindicados, mas essa sugestão foi rejeitada pelas empresas.

Sobre os atos de vandalismo ocorridos após audiências, o Sindicato dos Rodoviários se manifestou contrário a qualquer tipo de ação violenta, afirmando que “não aceita e nem compactua com esse tipo de comportamento”. O presidente da entidade, Sebastião José, ressaltou que o sindicato detém os contatos de cerca de 50% dos motoristas sindicalizados, cabendo às empresas a responsabilidade pelos demais.

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