Não sei vocês, meus caros leitores, mas eu sinto muito quando recebo uma mensagem sobre a morte de alguém. E olha que não precisa ser gente que vive diariamente comigo. Pois tudo é gente e gente boa! Falo hoje com tristeza da passagem de uma conhecida de longa data, a querida Rosângela Fátima, mãe de um grande amigo, meu querido Fernando Valentim. Rosângela era uma excelente profissional, professora das antigas, mulher dinâmica, independente, bonita, autêntica, inteligente. Conversei por vezes com ela em celebrações familiares e dela gostava. Tinha lá suas manias e quem não as tem? Possuía um amor gigante pelos filhos. Fernando sempre esteve ao seu lado! Que filho! Sua constante presença e dedicação são dignas de elogio. Rosângela partiu em um dia em que está havendo mudança de tempo…. Será uma mensagem de que tudo muda repentinamente? Ou de que a viagem final não explicita dia e horário para acontecer e nada podemos fazer? Só sei que senti muito pela sua ida, que para mim foi repentina, apressada… como é a nossa vida… Deixará um enorme vazio e levará meus amados sobrinhos Afonso e Arthur ao choro. Será para eles a primeira perda familiar, a ausência da vovó paterna que nunca mais voltará. Não tive como não me lembrar da minha avó e de sua partida… Como foi sofrida a certeza de que eu nunca mais poderia estar no colo da vovó Palmyra…
Liguei para Daiane, grande amiga e nora da querida Rosângela Fátima, ao receber daquela a triste notícia da partida desta. (Aproveito este trecho para falar sobre coesão, demonstrando que, na presença de dois termos a serem retomados, devemos usar o pronome demostrativo “AQUELA” para referir-se ao primeiro substantivo, no caso “Daiane”, e ” ESTA” para retomar o substantivo “Rosângela”. Nunca é demais explicitar regras de coesão anafórica, cruciais para evitar ambiguidade textual. Se não houvesse esse recurso linguístico, e eu empregasse “ela”; como vocês, leitores, saberiam de quem estou falando? Querem outro exemplo? Ei-lo: “Rosângela e Daiane são parentes. Certa vez, precisei muito da ajuda dela”. E aí? Qual das duas me ajudou? Para esclarecer, preciso reescrever da seguinte forma, caso queira falar que Daiane me ajudou: Rosângela e Daiane são parentes. Certa vez, precisei muito da ajuda desta).
Retomando a triste perda, chorando, sugeri que aos filhos Daiane contasse que a vovó tinha feito a última e compulsória viagem… E que isso acontece com todos no mundo quando ficamos velhinhos. Sei que não é verdade, mas o detalhe está na roupagem que damos à notícia. Disse para Daiane revelar aos meus sobrinhos do coração que a vovó Rosângela agora está no céu, na companhia do Papai do Céu. E assim, quando a saudade visitar os coraçõezinhos infantis, bastará Afonso e Arthur olharem para cima e com a vovó falar sem precisar de uma única palavra. Essa é a magia. Acrescentei que eles terão de mimar o papai Fernando, que estará triste com a perda da mamãe dele. Mas que eles podem ficar tranquilos porque isso só acontece quando se está bem velhinho… São mentiras que costumam confortar os menores, que ainda desconhecem a dor da perda de um ente querido… Desejo que Rosângela Fátima esteja em paz.





