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Opinião: Brasil, terra arrasada pela corrupção

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Nada escapa do sistema corrupto que comanda a Nação.  Além dos mensalões; petrolões;  INSS  – amplo esquema de fraudes e desvios de mais de R$ 6 bilhões das aposentadorias e pensões; Banco Master e sua rede de corruptos em todos sistema de poder, considerada a maior fraude bancária da história do Brasil; Resort Tayayá e a empresa Maridt, do ministro Dias Toffoli;  o contrato milionário de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes; eis que surge mais um escândalo, agora envolvendo dessa vez a “paixão nacional”, o nosso futebol. 

A seleção, salvo raras exceções, um bando de mercenários que desonraram a camisa verde e amarela, perdeu para a Noruega e encerrou sua pior campanha em Copas do Mundo desde 1990. Diante dessa surpresa, pois afinal o povo sofrido sempre põe fé e  acredita no potencial da seleção, eis que surge uma “surpresa” maior de mais caso corrupção, envolvendo também um ministro da Suprema Corte.

A bola da vez envolve o decano ministro Gilmar Mendes, que após a derrota da seleção, se dirigiu pelas redes para expressar “gratidão” aos jogadores. “Meu agradecimento a cada atleta pela dedicação e pelo compromisso com que honraram (sic) a camisa do Brasil”, escreveu. Mais adiante, aproveitou para anunciar o início de um “novo ciclo”. “A permanência de Carlo Ancelotti à frente da equipe dá solidez a esse recomeço, e a seleção que se renova encontrará no torcedor, uma vez mais, a sua maior força”, pontificou. 

Entretanto, o ministro omitiu que ele e seu filho têm grande influência na CBF..

Contra fatos não há argumentos, fato é que o herdeiro do decano se diz patrono da CBF Academy, a autoproclamada “instituição educacional do futebol brasileiro”, foi criada pela confederação e pelo IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa). A faculdade, que pertence à família de Gilmar Mendes, fica com 84% de suas receitas. 

E seguindo em frente, os atos absurdos vão sendo expostos pela mídia. 

Jantares de luxo e degustação de uísque de US$ 1 milhão em NY, patrocinados por Vorcaro, segundo a PF.

A Operação Compliance Zero, revelou uma relação entre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro  e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Para o ministro Mendonça do STF, “esse caso ultrapassou qualquer limite institucional para se tornar um esquema de “expropriação do RioPrevidência” motivado por encontros de luxo e extravagâncias como degustação de uísque que custou mais de US$ 1 milhão em Nova York.”

A investigação aponta que o encontro custou US$ 1,013 milhão, que o RioPrevidência realizou um aporte de R$ 80 milhões em Letras Financeiras do Master. Na sequência, outros dois investimentos foram autorizados, nos valores de R$ 80 milhões e R$ 70 milhões.

O resultado de todas as transações no governo Claudio Castro totalizou a destinação de quase R$ 3,7 bilhões do RioPrevidência no Master. Estarrecedor também é a omissão da Procuradoria-Geral da República que nada faz.

E a crescente  violência ultrapassou os limites fronteiriços do Brasil e repercute internacionalmente.

Os episódios de violência não impressionam mais, principalmente em se tratando da nossa cidade maravilhosa, que infelizmente está completamente tomado pelo crime do “colarinho branco”, mais de seis governadores condenados, e  pelo crime organizado, as facções que dominam as comunidades. 

Recentemente, além do ex-governador Claudio Castro, alvo de investigação no caso banco Master, tivemos a prisão do pastor Márcio Poncio, preso em uma operação da Polícia Federal e busca e apreensão contra um filho de Sérgio Cabral, Marco Antônio Cabral.

Somando-se a toda essa barbaridade, o povão sofre as pesadas consequências. A taxa de desocupação, segundo o IBGE que não é confiável,  ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, com  6,1 milhões de pessoas desempregadas. 

A insegurança alimentar grave (Fome) atinge  Cerca de 7 milhões de pessoas que convivem com a ruptura severa no acesso aos alimentos.

A política do governo federal tem sido também um desastre. Até maio deste ano, segundo o Banco Central, o rombo das estatais federais é de R$ 7,4 bilhões, superando o ano passado, que foi de 5,9 bilhões. Não entram nessa conta a Petrobras, a Caixa Econômica, o BNDES e o Banco do Brasil, mas entram os Correios, além de Infraero, Serpro, Dataprev e Casa da Moeda.

Nada escapa dos tentáculos da imoralidade e da ética. É muita corrupção e roubalheira e o  Brasil é visto mundialmente pelos crimes de toda espécie.. Vergonhoso!

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