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Super El Niño pode elevar preços de alimentos e minerais em mais de 15% no mundo

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Fenômeno climático preocupa economistas e especialistas devido aos possíveis impactos sobre a produção agrícola, a mineração e o custo de vida.

A consolidação do Super El Niño acende um sinal de alerta para a economia global. Instituições financeiras, entre elas o Goldman Sachs, apontam que o fortalecimento do fenômeno climático pode provocar uma alta superior a 15% nos preços de commodities agrícolas e minerais, refletindo diretamente no custo de produção e no bolso dos consumidores.

O El Niño altera o regime de chuvas e as temperaturas em diversas regiões do planeta. Enquanto alguns países enfrentam secas prolongadas, outros registram enchentes e eventos climáticos extremos, comprometendo safras agrícolas e afetando a extração de minerais.

Com a redução da oferta de produtos como soja, milho, café, açúcar e outros itens essenciais, a tendência é de aumento dos preços no mercado internacional. O mesmo pode ocorrer com minerais estratégicos, cuja produção também depende de condições climáticas favoráveis e de infraestrutura que pode ser afetada por eventos extremos.

O impacto tende a alcançar toda a cadeia econômica. Alimentos mais caros pressionam a inflação, elevam os custos para a indústria e podem influenciar decisões de política monetária em diferentes países.

Especialistas defendem que governos e empresas reforcem estratégias de adaptação às mudanças climáticas e ampliem investimentos em infraestrutura, gestão de riscos e tecnologias que reduzam os efeitos de fenômenos extremos sobre a produção. O avanço do Super El Niño reforça que eventos climáticos deixaram de ser apenas uma questão ambiental e passaram a representar um importante desafio econômico global.

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