Projeto inicia circulação nacional com a Disputa Nervosa, em Manguinhos, e apresentações dos espetáculos Gambiarra e Brinco de Ouro no Teatro Dulcina
A Cia Favelinha inicia no Rio de Janeiro a nova etapa da turnê nacional Favelinha na Estrada, que entre 2026 e 2027 percorrerá 16 estados brasileiros. Entre os dias 24 e 26 de julho, a companhia apresenta a batalha de dança Disputa Nervosa e os espetáculos Gambiarra, sua criação mais recente, e Brinco de Ouro, reunindo diferentes expressões da cultura periférica em apresentações no PAC Manguinhos e no Teatro Dulcina.
O projeto é patrocinado pela Petrobras, pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e realizado pelo Ministério da Cultura.Fundada a partir do Centro Cultural Lá da Favelinha, no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, a companhia consolidou-se como uma das principais referências na articulação entre dança, cultura urbana e transformação social. Suas obras dialogam com experiências coletivas, ancestralidades e linguagens das periferias brasileiras, aproximando manifestações populares de diferentes públicos e territórios.
A programação tem início no dia 24 de julho com a Disputa Nervosa, uma das principais iniciativas da companhia voltadas às danças urbanas e à cultura funk. Realizada na Rampa de Skate do PAC Manguinhos, a ação reúne artistas e comunidades em uma celebração da expressão corporal, da criatividade e da potência cultural das periferias. As inscrições podem ser realizadas por meio do link.
Nos dias seguintes, a programação segue no Teatro Dulcina com apresentações dos espetáculos Gambiarra e Brinco de Ouro, obras que revelam diferentes momentos da trajetória artística da companhia.A obra é inspirada no livro O Amor é Marginal, de Thamara Selva e tem direção de Léo Garcia, Gambiarra parte de uma prática cotidiana das periferias brasileiras para construir uma reflexão sobre afeto, memória, religiosidade e transformação.
A montagem reúne coreografias inspiradas nas danças funk, manifestações populares, audiovisual, artes visuais e recursos de acessibilidade, transformando experiências pessoais dos intérpretes em uma narrativa sobre resistência e reinvenção.
Já Brinco de Ouro, também dirigido por Léo Garcia, reúne sete artistas da Cia Favelinha em uma criação que atravessa referências afro-diaspóricas e expressões culturais das periferias urbanas. Capoeira, samba, vogue, passinho, rebolado e outras linguagens corporais compõem a dramaturgia do espetáculo, inspirado no conceito de tempo espiralar da pesquisadora Leda Martins para celebrar a memória, a ancestralidade e a potência da cultura negra.





