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Menos lixeiras, mais sujeira: o descarte irregular cresce nas ruas do Rio

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As grandes caçambas de lixo passaram a fazer parte da paisagem das praias da Zona Sul do Rio de Janeiro. A iniciativa pode até facilitar o descarte de resíduos na orla, mas escancara um problema que moradores enfrentam diariamente: o desaparecimento das pequenas lixeiras instaladas em postes e calçadas dos bairros da Zona Sul, do Centro e de diversas outras regiões da cidade.

A consequência é sentida por quem caminha pelas ruas. Moradores conscientes carregam embalagens, papéis e até os saquinhos com as fezes dos animais de estimação por longos trajetos até encontrar uma lixeira ou chegar em casa. Já muitos optam pelo caminho mais fácil: descartam o lixo em qualquer lugar.

O resultado aparece rapidamente. Calçadas ficam tomadas por resíduos, bueiros são obstruídos, aumentando o risco de alagamentos durante as chuvas, além da proliferação de insetos e roedores, que elevam o risco de doenças. A sensação de abandono também incentiva novos descartes irregulares, criando um ciclo difícil de romper.

Manter a cidade limpa não depende apenas da conscientização da população. É fundamental que o poder público ofereça infraestrutura adequada para o descarte correto dos resíduos. Sem lixeiras acessíveis, o Rio perde em limpeza, saúde pública e qualidade de vida. Afinal, cobrar educação ambiental da população também exige oferecer condições para que ela possa fazer a sua parte. Haja paciência!

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