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Prefeitura do Rio apresenta ações para possível intensificação do El Niño

Fabio Motta / Marcos de Paula / Alexandre Macieira
Fabio Motta / Marcos de Paula / Alexandre Macieira

Diante da possibilidade de intensificação do El Niño e de seus possíveis reflexos sobre aumento de temperatura e intensificação de chuvas, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, apresentou a estrutura de prevenção, monitoramento e pronta resposta da cidade para enfrentar eventuais impactos do fenômeno climático. As projeções apresentadas indicam 81% de probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro, novembro e dezembro, com possibilidade de seus efeitos se estenderem pelo verão.

Mais de 50 órgãos e agências municipais atuam de forma integrada, apoiados por sistemas de monitoramento em tempo real, cerca de 50 protocolos operacionais e um conjunto permanente de investimentos em infraestrutura, prevenção de enchentes, contenção de encostas, ampliação das áreas verdes e enfrentamento ao calor extremo.

A coletiva de imprensa, realizada no Centro de Operações e Resiliência (COR), contou com a participação das secretarias municipais de Meio Ambiente, Infraestrutura, Conservação, Saúde, Comlurb e Defesa Civil.

— Estamos antecipando a preparação que a cidade já faz todos os anos para lidar com o verão, porque esse é um dos efeitos desse super El Niño. Somos uma cidade de clima tropical, úmido, com chuvas intensas, com calor intenso e a gente não consegue impedir que o El Niño tenha efeitos sobre o clima do Rio. Mas temos grandes obras de infraestrutura, como o PAC no Jardim Maravilha, PAC em Acari, na Maré, na Rocinha e o PAC em Realengo, com a construção de dois piscinões, um já em andamento e outro em fase de projeto de expansão. São áreas mais sensíveis, mais sujeitas a eventos extremos e riscos no próximo verão. Todas as ações são feitas justamente para minimizar os impactos desse fenômeno, com estratégias de prevenção, treinamento permanente e contínuo da Defesa Civil, integração dos órgãos e as subprefeituras envolvidas — disse o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere.


Rio: uma cidade que se prepara antes da emergência

A capacidade de resposta da cidade passa pelo Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, com monitoramento meteorológico realizado. A cidade conta com radares próprios, pluviômetros, estações meteorológicas e sistemas de acompanhamento de núcleos de chuva, raios e riscos de deslizamentos.

Um novo avanço ocorreu em 2024, com a criação do Protocolo de Calor, que estabeleceu uma metodologia própria para monitorar os impactos das altas temperaturas e definir níveis progressivos de mobilização da Prefeitura. O sistema combina informações meteorológicas e indicadores de saúde para orientar as decisões do poder público e proteger principalmente as populações mais vulneráveis. Tudo isso sendo gerido pelo Comitê De Desenvolvimento de Protocolos para Enfrentamento de Calor Extremo.


Rio tem iniciativas contra o calor

O planejamento combina informações climáticas e dados de saúde para orientar as decisões do poder público, com atenção especial às populações mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas em situação de rua.

A estratégia, reconhecida internacionalmente com o prêmio Bloomberg Philanthropies Mayors Challenge, estabelece níveis de resposta conforme a intensidade e a duração das altas temperaturas, permitindo à rede municipal adotar medidas preventivas, assistenciais e intersetoriais. Os níveis são monitorados pelo Alerta Rio, por meio de um painel e de um sistema de alerta precoce desenvolvido pelo Centro de Inteligência Epidemiológica (CIE), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS)

São cinco níveis de risco (Calor 1 a Calor 5), definidos pelo índice de calor, que combina temperatura e umidade relativa do ar, e pelo tempo de permanência dessas con

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