Flanelinhas cobram valores exorbitantes por vagas irregulares em pontos turísticos do Rio de Janeiro, gerando revolta em motoristas.
A atuação irregular de flanelinhas voltou a gerar transtornos em diversas regiões do Rio de Janeiro. Reportagem do Bom Dia Rio flagrou guardadores informais cobrando até R$ 30 para permitir o estacionamento de veículos em áreas de grande circulação, sem apresentar qualquer tipo de credenciamento ou autorização.
Os flagrantes ocorreram em locais de grande movimento, como a Feira de Tradições Nordestinas em São Cristóvão, a Quinta da Boa Vista, o entorno do Consulado dos Estados Unidos no Centro e a Glória, na Zona Sul. Além das cobranças consideradas abusivas, motoristas relataram intimidação e uma aparente falta de fiscalização efetiva por parte das autoridades.
Essas práticas, que desrespeitam as regras de trânsito e exploram a necessidade dos motoristas, têm sido denunciadas com frequência. A situação levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas de controle e a segurança dos cidadãos em espaços públicos. Conforme apurado pelo Bom Dia Rio, os valores cobrados pelos flanelinhas chegam a ser 15 vezes maiores que a tarifa oficial de estacionamento rotativo da prefeitura.
Cobranças abusivas e negociações em pontos turísticos conhecidos
Na região da Feira de São Cristóvão, a equipe de reportagem foi abordada por diversos flanelinhas logo na chegada. Um deles ofereceu uma vaga por R$ 10. Ao ser questionado sobre a existência de talão de autorização, o guardador percebeu que estava sendo filmado e se retirou do local. Pouco depois, outro guardador tentou negociar, oferecendo a vaga inicialmente por R$ 7 e depois por R$ 5.
Na Quinta da Boa Vista, próximo ao BioParque, um flanelinha, após afirmar que apenas aceitava “uma colaboração”, indicou uma vaga e passou a cobrar R$ 30. Ele garantiu que o motorista não correria risco de multa ou remoção, mesmo sem apresentar qualquer documento de autorização. O valor, contudo, foi reduzido para R$ 20 e, posteriormente, para R$ 10 durante a negociação.
Turistas relatam extorsão e desconfiança sobre guardas municipais
No Centro do Rio, em frente ao Consulado dos Estados Unidos, um casal de turistas mineiros relatou ter pago R$ 30 para estacionar. Questionado, o guardador negou a cobrança obrigatória, afirmando apenas que “Ele deu porque ele quis”. A declaração levanta suspeitas sobre a conduta dos guardadores e a possível conivência.
Um episódio ainda mais grave ocorreu na Glória. Durante uma feira livre, um flanelinha cobrou R$ 30 por uma vaga e confirmou não possuir talão de autorização. Na conversa, ele alegou conversar com guardas municipais para evitar multas nos veículos sob sua “supervisão”, indicando uma possível irregularidade.





