Animal morreu após 28 dias internado com graves queimaduras; manifestação em Petrópolis reuniu centenas de pessoas cobrando a identificação e punição dos responsáveis.
A morte do gato Loki, ocorrida na última terça-feira (22/07), após 28 dias de internação, provocou indignação e reacendeu o debate sobre a violência contra os animais no Brasil. O caso ganhou grande repercussão devido à extrema crueldade do crime e mobilizou moradores, protetores da causa animal e entidades de defesa dos direitos dos animais, que exigem uma investigação rápida e a responsabilização dos envolvidos.
Segundo o relato da tutora, Loki teria sido atraído com comida por um grupo de pessoas e colocado ainda vivo em uma churrasqueira improvisada. O animal sofreu queimaduras severas em diversas partes do corpo e, apesar dos esforços da equipe veterinária durante quase um mês de tratamento, não resistiu aos ferimentos.
No último sábado (25/07), centenas de pessoas participaram da passeata #JustiçaPeloLoki, realizada na Praça da Liberdade, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A manifestação teve como principal objetivo pedir que as autoridades identifiquem os autores do crime e garantam que eles sejam responsabilizados na forma da lei.
O caso também reacendeu o alerta para a importância do combate aos maus-tratos contra animais. Desde 2020, a legislação brasileira prevê penas mais severas para quem praticar abusos ou maus-tratos contra cães e gatos, podendo resultar em prisão, multa e proibição da guarda de animais.
Para os manifestantes, a morte de Loki não pode ser tratada como um caso isolado. Eles defendem que uma resposta firme das autoridades é fundamental para combater a impunidade e evitar que crimes dessa natureza se repitam. A expectativa é de que as investigações avancem rapidamente, oferecendo uma resposta à sociedade e à família do animal, que transformou a dor da perda em um apelo coletivo por justiça.





