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Agosto Lilás reforça combate à violência contra a mulher e incentiva denúncias em todo o país

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Campanha nacional marca os 20 anos da Lei Maria da Penha e busca conscientizar a população sobre os diferentes tipos de violência, os direitos das vítimas e a importância da denúncia.

O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Lilás, iniciativa nacional dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A mobilização faz referência à sanção da Lei Maria da Penha, em 7 de agosto de 2006, considerada um dos principais instrumentos de proteção às mulheres em situação de violência no Brasil.

Ao longo do mês, órgãos públicos, Poder Judiciário, Ministérios Públicos, forças de segurança e entidades da sociedade civil promovem palestras, debates, campanhas educativas e ações de divulgação da rede de atendimento, com o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre os direitos das mulheres e os mecanismos de proteção previstos em lei.

A campanha alerta que a violência doméstica vai muito além das agressões físicas. A Lei Maria da Penha reconhece também as violências psicológica, sexual, moral e patrimonial, formas de abuso que muitas vezes acontecem de maneira silenciosa e podem causar profundas consequências às vítimas.

Especialistas ressaltam que identificar os primeiros sinais de um relacionamento abusivo é fundamental para interromper o ciclo da violência. Ameaças, humilhações, controle excessivo, isolamento da família e dos amigos, destruição de objetos, retenção de documentos e controle financeiro também configuram violência e devem ser denunciados.

As vítimas podem buscar ajuda por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, serviço gratuito e confidencial que funciona 24 horas por dia, oferecendo orientações e recebendo denúncias. Em situações de risco iminente ou emergência, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.

Mais do que uma campanha de um único mês, o Agosto Lilás representa um chamado permanente à sociedade para combater a violência contra a mulher, fortalecer a rede de proteção e incentivar que vítimas, familiares e testemunhas denunciem qualquer forma de agressão. Romper o silêncio pode salvar vidas e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária.

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