À querida Cláudia Valéria, mãe do Arthur
Perder a mãe é uma dor insuportável.
Nenhum filho está preparado para isso.
Não podemos ignorar que é um fato que a todos atingirá em momento incerto.
Alguns a perdem no instante em que nascem; alguns ainda criança, em uma fase em que a figura materna é fundamental.
Há os privilegiados: os que se despedem da amada mãe quando já se encontram na fase adulta!
Caro Arthur, você é um desses!
Sim, meu amigo, você pôde ter sua mãe até o momento em que de filho foi alçado à posição de pai, transformando-a em avó, um cargo que a elevou à função de mãe em dobro.
Palavras não podem ser empregadas neste momento de dor, de perda, de vazio que nem o tempo será capaz de preencher.
Haverá dias menos vazios, entretanto nunca sua vida será a mesma sem sua mãe.
Sorte a sua que ela se encontrará, de outra forma, sempre ao seu lado. E que as lembranças são tantas que não permitirão o esquecimento apagar a nobre figura dos inúmeros momentos de felicidade que sentiu ao lado de sua mãe!
Que Deus, nosso Pai Celestial, possa confortar você e sua família, pois sua mãe ao lado dEle já está.
Força, amigo querido!





