Jornal DR1

Mudanças bruscas de temperatura exigem cuidados redobrados com cães e gatos

Divulgação
Divulgação

Oscilações entre frio e calor podem agravar desconfortos respiratórios e articulares; animais idosos e raças de focinho curto estão entre os que precisam de maior atenção

As mudanças bruscas de temperatura não afetam apenas os seres humanos. Cães e gatos também podem sentir os efeitos das oscilações do clima, especialmente quando há alternância rápida entre dias quentes e períodos de frio. Nessas condições, tutores devem ficar atentos a sinais respiratórios, alterações de comportamento e dores articulares.

Animais idosos, filhotes e aqueles que já apresentam alguma condição de saúde tendem a ser mais sensíveis. Outro grupo que exige cuidados especiais é o das raças braquicefálicas, caracterizadas pelo focinho curto, como pug, bulldog francês, bulldog inglês, shih-tzu e persa, entre outras.

Atenção à respiração

Mudanças de temperatura, baixa umidade e ambientes com pouca ventilação podem favorecer irritações das vias respiratórias. Tosse, espirros, secreção nasal, cansaço e alterações no padrão respiratório merecem acompanhamento.

Nos animais braquicefálicos, a própria anatomia das vias aéreas pode dificultar a respiração. Por isso, calor intenso, exercícios excessivos e situações de estresse representam riscos adicionais.

Respiração muito ofegante, dificuldade evidente para puxar o ar, língua ou gengivas azuladas e desmaios são sinais de emergência e exigem atendimento veterinário imediato.

Frio pode aumentar desconforto articular

Nos dias mais frios, cães e gatos idosos ou com problemas ortopédicos podem apresentar maior rigidez e desconforto. Dificuldade para levantar, resistência para caminhar, mudanças na forma de subir escadas ou pular e redução das atividades habituais são sinais que não devem ser ignorados.

Manter camas protegidas do chão frio e oferecer locais secos e confortáveis ajuda no bem-estar. Medicamentos para dor, porém, nunca devem ser administrados por conta própria, já que substâncias utilizadas por humanos podem ser tóxicas para animais.

Rotina também precisa mudar

Em períodos de temperaturas extremas, adaptar os horários dos passeios é uma medida importante. Durante o calor, devem ser evitados os momentos de maior incidência solar, inclusive pelo risco de queimaduras nas patas provocadas pelo asfalto quente.

No frio, animais mais sensíveis devem permanecer protegidos de vento, chuva e mudanças abruptas entre ambientes aquecidos e áreas externas.

Água fresca deve estar sempre disponível, inclusive nos dias frios, quando alguns animais podem reduzir espontaneamente o consumo.

Observar é a melhor prevenção

Nem toda tosse ou mudança de comportamento é provocada pelo clima. Infecções, doenças cardíacas, alergias e outras condições podem apresentar sintomas semelhantes.

Por isso, alterações persistentes devem ser avaliadas por um médico-veterinário. Mais do que tentar diagnosticar o problema em casa, o papel do tutor é perceber rapidamente quando algo saiu da rotina.

Diante de um clima cada vez mais marcado por extremos e variações rápidas, pequenos cuidados podem fazer diferença. Para cães e gatos, atravessar uma mudança brusca de temperatura com segurança depende, sobretudo, de proteção adequada e atenção aos sinais que o próprio animal apresenta.

Confira também

Nosso canal