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Polícia Civil prende em Macaé o último suspeito de golpe do encontro

Foto: Divulgação
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Agentes da 123ª Delegacia Policial de Macaé prenderam, na tarde da última sexta-feira, o último homem procurado por integrar um grupo acusado de extorsão. O suspeito era o único que continuava solto e foi localizado após um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. 

As investigações começaram após um crime registrado em dezembro de 2024. Na ocasião, a vítima foi atraída para um encontro no Centro de Macaé, onde acabou abordada e mantida refém dentro do próprio carro. Sob fortes ameaças, o homem foi obrigado a fazer várias transferências bancárias para os criminosos antes de ser libertado.

Como funcionava o esquema de extorsão no Centro de Macaé

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos usavam a promessa de encontros para atrair os homens até locais específicos do Centro de Macaé. Ao chegarem ao ponto marcado, as vítimas eram surpreendidas pelos integrantes do grupo e rendidas dentro de seus próprios veículos.

Durante o período em que a vítima ficava sob o domínio dos suspeitos, eles exigiam senhas e acesso a aplicativos bancários para realizar transferências via PIX e outros pagamentos. Todo o trabalho de apuração da 123ª DP envolveu a análise detalhada de câmeras de segurança, depoimentos e o cruzamento dos dados bancários que receberam os valores extorquidos.

Além das ações em Macaé, o trabalho de inteligência da Polícia Civil apontou que a mesma quadrilha atuava com o mesmo modo de operação em municípios vizinhos. Horas antes do crime registrado em Macaé, um caso idêntico foi reportado no município de Rio das Ostras, confirmando a atuação coordenada do bando na Região dos Lagos e Norte Fluminense.

O que já se sabe sobre as prisões da quadrilha

Com a captura realizada na última sexta-feira, a Polícia Civil confirmou que todos os suspeitos identificados na investigação já estão atrás das grades. Os outros integrantes haviam sido localizados e presos em etapas anteriores da mesma operação policial.

A prisão preventiva do investigado assegura que ele permaneça à disposição da Justiça enquanto o processo criminal avança. O inquérito agora segue para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que avaliará a denúncia contra os envolvidos pelos crimes de extorsão e associação criminosa.

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