A construção da Linha 3 do metrô voltou a figurar nos planos de governo de sete dos candidatos ao Palácio Guanabara. O projeto prevê a ligação entre o Centro do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo, prometendo reduzir o tempo de viagem na Região Metropolitana.
Promessa antiga de transporte de massa divide opiniões de moradores
A implantação do sistema sobre trilhos cruzando a Baía de Guanabara é um tema recorrente em períodos eleitorais no estado. Atualmente, o deslocamento entre a capital e a Baixada Fluminense ou a Região Metropolitana depende prioritariamente da Ponte Rio-Niterói, das Barcas e de linhas de ônibus intermunicipais. Moradores de bairros populosos como Alcântara e Jardim Catarina, em São Gonçalo, chegam a levar mais de uma hora e vinte minutos para alcançar o Centro do Rio nos horários de pico.
Entre as propostas apresentadas pelos postulantes ao governo estadual, há promessas de início das obras ainda no próximo mandato, busca por captação de recursos privados e atualização dos estudos técnicos existentes. Outras candidaturas defendem a expansão a longo prazo ou o fatiamento da obra em fases operacionais. Apesar dos anúncios nos planos entregues ao Tribunal Regional Eleitoral, não há cronograma oficial nem licitação aberta no momento para a execução do traçado.
O que muda para quem depende do transporte entre Rio, Niterói e São Gonçalo?
Caso a Linha 3 saia do papel, a promessa técnica e de mobilidade urbana é retirar milhares de passageiros dos ônibus intermunicipais e reduzir o fluxo de veículos de passeio na Ponte Rio-Niterói. A integração permitiria acesso direto aos bairros de Niterói e ao terminal de Alcântara, em São Gonçalo, um dos maiores entroncamentos de transporte público da região.
Enquanto as obras não acontecem, os passageiros continuam dependendo das opções atuais de deslocamento. O trânsito diário nas vias de acesso à Ponte e nas avenidas principais de Niterói, como a região da Praça Arariboia, segue registrando retenções constantes nos períodos da manhã e do fim da tarde.





