Crime teria ocorrido em um hotel em Pirajuba; criança contou o caso à mãe e suspeito foi localizado e preso no dia seguinte
Um homem foi preso suspeito de estuprar a própria filha, de 10 anos, em Pirajuba, no Triângulo Mineiro. A prisão ocorreu na quinta-feira (10), um dia após o suposto crime. O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades como forma de preservar a identidade da criança.
Segundo informações da Polícia Civil, o homem estava hospedado em um hotel da cidade e teria buscado a menina na residência da mãe na quarta-feira (9). Os pais da criança são separados e, de acordo com o delegado Bruno Vinícius Cordeiro Martins, responsável pelo caso, a visita teria ocorrido sem autorização prévia da mãe.
Criança contou à mãe
Após retornar para casa, a menina relatou à mãe o que teria acontecido. Na manhã seguinte, a família procurou o Conselho Tutelar, que acionou a Polícia Civil.
A partir da denúncia, as forças de segurança iniciaram as buscas pelo suspeito. Ele foi localizado pela Polícia Militar ainda em Pirajuba e preso em flagrante.
Posteriormente, o homem foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Conceição das Alagoas, onde foram realizados os procedimentos relacionados à ocorrência.
Suspeito possui outros indiciamentos
Segundo o delegado responsável pela investigação, o homem também possui indiciamento relacionado a outros crimes sexuais. As autoridades não divulgaram informações adicionais sobre esses casos.
Depois de ouvir os envolvidos, a Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil também representou ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, medida que, se aceita, permitirá que o investigado permaneça preso durante o andamento do processo, conforme os fundamentos analisados pela Justiça.
Proteção da vítima
Casos de violência sexual contra crianças exigem cuidados especiais para evitar a revitimização e preservar a integridade física e emocional das vítimas. Por essa razão, informações que possam permitir a identificação da menina devem permanecer protegidas.
O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece mecanismos de proteção à dignidade, à imagem e à intimidade de crianças e adolescentes. A investigação deverá agora buscar esclarecer todas as circunstâncias do caso, enquanto a responsabilidade criminal do suspeito dependerá do andamento das apurações e das decisões da Justiça.





