Em um mar de lama provocado pelo tsunami da corrupção e da criminalidade urbana, ao que parece, o povo já perdeu a esperança de que a justiça venceria a impunidade.
Desacreditado com os encastelados nos poderes da república, onde quase nada se salva. No judiciário, desembargadores e ministros do supremo corrompidos e se comportando como se nada estivesse acontecendo, anulam condenações e condenam inocentes, tudo pelo poder. O executivo e o legislativo não ficam atrás.
O cenário político nos últimos 30 anos tem sido pautado por escândalos financeiros nos quais o povo no final paga as contas. Banco Master, INSS, Lava Jato, Petrolão, Correios, Mensalão e tantos outros.
Dos mais recentes, destacamos o caso do Lulinha, de monitor de zoológico ganhando R$ 600 por mês a lobista milionário. Sua trajetória ascendeu como um relâmpago. Bastou Lula tomar posse como presidente em 2002, para que o Lulinha acendesse no mercado de telefonia e financeiro com a Gamecorp, cujo escândalo foi abafado com a justiça negando o pedido de sua prisão.
Agora o Lulinha se vê metido em mais um escândalo de corrupção, e dessa vez envolvendo a roubalheira dos recursos dos aposentados e pensionistas, ao lado Roberta Luchsinger, lobista e amiga íntima de Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos operadores do esquema de fraudes em aposentadorias, lembrando que nesse escândalo surrupiaram mais de R$ 6 bilhões. Fato é que o Lulinha está sendo investigado pelo assalto aos cofres dos aposentados do INSS, e por tráfico de influência.
Ministro André Mendonça à ovelha negra do STF.
Enfrentando a banda podre do STF e a bandidagem do executivo e legislativo, o Ministro André Mendonça mostrou a que veio, ou seja, colocar na cadeia os corruptos e corruptores, mesmo que isso lhe custe sua integridade física.
Não está sendo fácil esse enfrentamento aos poderosos mandantes da república, principalmente quanto aos membros dessa irmandade que virou o STF.
Na condução de inquéritos de grande repercussão sob sua relatoria, se viu obrigado ao enfrentamento com fortes desgastes e divergências públicas com alguns de seus pares na Corte. Essa tensão nos bastidores e nos julgamentos decorre, principalmente, da condução do caso Master e do INSS.
Além de um embate com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ministro Mendonça se viu obrigado ao enfrentamento direto com os ministros alinhados ao governo federal, (Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flavio Dino e Alexandre de Moraes), todos corruptos.
Em reflexo a esse ambiente de forte isolamento político dentro do STF, o que resta é seguir em frente. É o que espera o povo brasileiro honesto.
Vivendo dentro do Furacão!
Decretação de falências, pedidos de recuperação judicial e extrajudicial, evasão de empresas brasileiras para o Paraguai, tem sido um movimento pela busca por menores custos de produção, carga tributária reduzida e menos burocracia.
Casas Bahia, Braskem, Ambipar, Americanas, Azul, Gafisa, Gol, Infracommerce, Marisa, PDG, Raízen, Viveo e Sequoia Logística, Häagen-Dazs, Haribo, Ford, Mercedes-Benz, Oi e Correios.
Segundo pesquisas, as empresas brasileiras no Paraguai tiraram cerca de 25.000 empregos do Brasil. Por uma norma legal permite a companhias estrangeiras voltadas para a exportação produzirem no país vizinho pagando menos impostos.
Enquanto tudo isso acontece…
Em recente relatório do Tesouro Nacional, divulgou que o custo do Poder Judiciário brasileiro em 2022 foi de R$ 116 bilhões, o equivalente a 1,6% do PIB. Nesses números, estão incluídos o STF e os tribunais superiores (STJ, TST, TSE e STM), bem como todos os tribunais estaduais, federais, do trabalho, militares e eleitorais. E, também, promotores, defensores e procuradores públicos. No centro do sistema, mais de 18 mil juízes, 270 mil servidores e 145 mil colaboradores compõem a instituição de maior capilaridade do país, que atua em todos os seus 5.600 municípios.
Em 2024, atingiu o maior patamar de gastos da série histórica, segundo o relatório “Justiça em Números 2025”, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça, O documento reúne dados detalhados de 91 órgãos do Judiciário, incluindo, informações do STF.
De acordo com o CNJ, as despesas totais somaram R$ 146,5 bilhões, representando um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior. O custo médio por habitante foi de R$ 689,34, mantendo-se em torno de 1,2% do PIB.
Excluídos os gastos com inativos, que correspondem a 15,4% do total, o custo real para o funcionamento do Judiciário foi de R$ 124 bilhões, ou R$ 583,07 por cidadão.
Quem paga essa mordomia toda é o povo que ganha R$ 1.621,00 enfrentando fome, violência e miséria por todos os lados.
Isso tem que acabar!





