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Seguro de carro na Zona Oeste custa 105,7% mais que na Zona Sul do Rio

Foto: Reprodução
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Levantamento da TEx, parte da Serasa Experian, aponta índice de 7,2% na Zona Oeste e 3,5% na Zona Sul em agosto; no seguro de moto, o Centro chegou a 18,0%.

O preço relativo do seguro de automóvel no Rio de Janeiro pode mais que dobrar dependendo da região da cidade. Em agosto, o índice chegou a 7,2% na Zona Oeste, 105,7% acima dos 3,5% registrados na Zona Sul, segundo o IPSA + IPSM, Índice de Preços do Seguro de Automóvel e Moto, elaborado pela TEx, parte da Serasa Experian.

Nas motocicletas, o maior índice apareceu no Centro, com 18,0%, enquanto a Zona Sul registrou 11,8%, diferença de 52,5%.

A Zona Norte marcou 6,8% no seguro auto e 13,0% no seguro de moto. No Centro, o índice dos automóveis ficou em 6,0%. A Zona Sudoeste registrou 5,1% no auto e 11,9% na moto, enquanto a Zona Oeste apresentou 7,2% e 13,5%, respectivamente.

“O Rio reúne diferenças expressivas dentro da própria cidade. No seguro auto, o índice da Zona Oeste foi mais que o dobro do observado na Zona Sul. Nas motos, o Centro chegou a 18%. O recorte por região ajuda a entender por que segurados de uma mesma cidade podem encontrar preços relativos tão diferentes”, afirma Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian.

Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, os índices ficaram em 5,5% para automóveis e 11,6% para motocicletas, os maiores entre as nove regiões metropolitanas analisadas.

Na comparação com Belém, uma das regiões com menores índices do levantamento, a diferença é expressiva. A Região Metropolitana de Belém registrou 3,1% no seguro auto e 5,5% no seguro de moto. Os percentuais da Grande Rio foram, portanto, 77,4% maiores no automóvel e 110,9% nas motocicletas.

Mesmo carro e perfil, mas seguro custa 82,4% mais no Rio do que em São Paulo

O estudo também compara duas seguradas de 41 anos, com veículos de dois anos de uso avaliados em R$ 116 mil na tabela Fipe, residentes no Rio de Janeiro e em São Paulo.

No Rio, o seguro seria de R$ 7.192 ao ano, equivalente a 6,2% do valor do veículo. Em São Paulo, ficaria em R$ 3.944, ou 3,4%. A diferença chega a R$ 3.248 por ano, com o valor calculado para o Rio 82,4% acima do observado em São Paulo.

No cenário nacional, o IPSA subiu de 4,3% em julho para 4,4% em agosto, alta de 2,3%. O IPSM seguiu na direção contrária, passando de 8,6% para 8,4%, queda de 2,3%.

Na comparação anual, os dois indicadores recuaram. O IPSA caiu de 5,2% para 4,4%, redução de 15,4%, enquanto o IPSM passou de 9,7% para 8,4%, baixa de 13,4%.

Em agosto, veículos a gasolina concentraram 78,7% das cotações analisadas. Os elétricos responderam por 9,6%, os híbridos por 6,9% e os modelos a diesel por 4,8%.

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