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Grupo é preso por fazer parte de rede de desmanche de carros na zona sul do Rio

Foto: Polícia Civil/Reprodução
Foto: Polícia Civil/Reprodução

Operação Eixo Sul foi deflagrada, nesta segunda-feira (28/9), pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic)

A ofensiva foi batizada de Operação Eixo Sul e coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais, o DEIC. O objetivo principal da corporação foi desarticular um esquema estruturado de corte, distribuição e comércio clandestino de peças automotivas de origem criminosa.

Ao todo, a Justiça expediu 19 mandados de busca e apreensão contra endereços ligados aos envolvidos. Durante as incursões, os agentes flagraram indivíduos desmontando automóveis e manuseando carcaças com registros recentes de roubo e furto. Oito homens acabaram detidos em flagrante sob a acusação formal de receptação qualificada.

As apurações apontam que o bando alugava salões comerciais aparentemente comuns para ocultar as ações criminosas. Dentro desses galpões, veículos recém-subtraídos eram rapidamente cortados com ferramentas industriais para abastecer o mercado paralelo de autopeças usadas.

Um dos pontos que mais chamou a atenção da equipe policial foi a tática de camuflagem usada pelo grupo na região do Jardim Capela. Veículos velhos e abandonados nas calçadas vizinhas aos galpões serviam como depósitos improvisados para motores, portas e acessórios roubados.

Com essa estratégia de espalhar materiais em sucatas deixadas na rua, os criminosos tentavam despistar a fiscalização nos imóveis principais. Os agentes apreenderam motores com numeração raspada, componentes mecânicos diversos, ferramentas e conjuntos de placas veiculares adulteradas.

O monitoramento realizado pelo DEIC revelou que a quadrilha mantinha uma cadeia logística organizada na Zona Sul paulistana. O esquema começava logo após o roubo ou furto do veículo nas ruas da capital e em municípios vizinhos.

Assim que o automóvel chegava aos galpões do Jardim Capela, equipes realizavam a desmontagem em poucas horas para evitar rastreadores e bloqueadores veiculares. As peças de maior valor comercial seguiam diretamente para receptadores finais ou pequenas lojas de revenda de peças usadas.

A investigação policial continua em andamento para identificar quem encomendava os cortes e quais estabelecimentos comerciais compravam esse estoque ilícito. Os materiais apreendidos foram encaminhados à perícia técnica do Instituto de Criminalística para confronto com boletins de ocorrência recentes.

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