Fim de setembro reúne alerta vermelho de onda de calor, recorde de temperatura em Belo Horizonte e avanço de frente fria associada a ciclone extratropical
O Brasil encerra setembro de 2026 sob dois cenários meteorológicos extremos. Enquanto o calor ultrapassa os 40°C em diversas regiões, uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical muda o tempo no Centro-Sul e traz risco de chuva forte, ventos e granizo. A sequência exige atenção: o alívio nas temperaturas pode vir acompanhado de tempestades.
Na última segunda-feira (28/09), um levantamento meteorológico apontou mais de 50 cidades com temperaturas iguais ou superiores a 40°C. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estiveram entre os destaques, e o calor também atingiu municípios de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Piauí. Na rede de estações automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), 42 pontos de medição chegaram ou passaram dessa marca no mesmo dia. Os números diferem porque consideram redes e critérios de levantamento distintos.
Temperatura de 40°C em um dia, por si só, não caracteriza uma onda de calor. O fenômeno considera a permanência de temperaturas muito acima do normal por vários dias. Ainda assim, tanto os picos isolados quanto o calor persistente podem representar riscos à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Minas Gerais sob alerta vermelho
Em Minas Gerais, cerca de 190 municípios entraram na área de alerta vermelho do Inmet para onda de calor, classificação que indica grande perigo. Belo Horizonte também sentiu os efeitos: no domingo (27), os termômetros registraram 35,6°C, a maior temperatura observada na capital em 2026 até aquele momento. A previsão indicava a possibilidade de marcas ainda mais altas nos dias seguintes.
Durante o período de calor intenso, a orientação é beber água regularmente, procurar locais frescos e reduzir a exposição ao sol nas horas mais quentes. Sintomas como tontura, fraqueza e confusão mental merecem atenção, sobretudo quando surgem após permanência prolongada em ambientes quentes.
Frente fria muda o tempo
Ao mesmo tempo, uma nova frente fria avança pelo Centro-Sul, associada à formação de um ciclone extratropical. A previsão para a semana de 28 de setembro a 5 de outubro aponta os maiores acumulados de chuva na Região Sul. Em partes do Rio Grande do Sul, o volume ao longo desse período pode chegar a 200 milímetros. Como a intensidade varia de uma cidade para outra, moradores de áreas sujeitas a alagamentos e deslizamentos devem acompanhar os avisos locais da Defesa Civil.
Outubro começa com queda de temperatura
Depois de dias de calor intenso, a passagem da frente fria tende a reduzir as temperaturas no início de outubro, inclusive em São Paulo. A mudança, porém, não será igual em todo o país: algumas áreas ainda podem continuar quentes enquanto outras enfrentam chuva e queda mais acentuada dos termômetros.
Nos próximos dias, a recomendação é acompanhar a atualização dos alertas meteorológicos. Em caso de tempestade, é preciso evitar áreas alagadas e não se abrigar debaixo de árvores. O fim de setembro mostra que a atenção deve continuar mesmo quando o calor começar a diminuir.





