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Rosely Sayão: a voz que ensina famílias e escolas a educar com firmeza e afeto

Foto- Tânia Rêgo- Agência Brasil

Psicóloga e consultora educacional, ela transformou mais de três décadas de experiência clínica em uma das referências mais respeitadas do Brasil sobre a educação de crianças e adolescentes

Há mais de 30 anos, Rosely Sayão vem provocando pais, professores e gestores a repensar o próprio papel na formação das novas gerações. Nascida em São Paulo, em 1950, ela construiu sua trajetória na escola pública antes de se formar em Psicologia pela PUC de Campinas, onde chegou a lecionar matemática no ensino ginasial. Depois de cerca de 12 anos de carreira acadêmica, migrou definitivamente para a clínica e a educação, campos em que se tornaria uma das vozes mais influentes do país.

Sua escrita pública começou em 1989, no jornal Notícias Populares, com a coluna diária “Tudo sobre Sexo”. Em 1993, passou a colaborar com a Folha de S.Paulo, no caderno Folhateen, usando a sexualidade como pretexto para refletir sobre a vida dos adolescentes. Desde então, consolidou-se como colunista do caderno Equilíbrio, assinou a coluna “SOS Família”, tornou-se comentarista da BandNews FM e atualmente apresenta, ao lado de Thaís Dias, o podcast “Seus Filhos”. Também é autora de livros como “Sexo: Prazer em Conhecê-lo”, “Sexo é Sexo”, “Como Educar Meu Filho?” e “Educação sem blá-blá-blá”, vários deles em parceria com o educador Julio Groppa Aquino.

O que diferencia Rosely é a recusa das fórmulas prontas. Para ela, “educar é apresentar a vida, e não dizer como viver”. Em suas colunas, palestras e grupos de reflexão, defende que a educação é um trabalho cotidiano, que se renova a cada dia dentro de casa e na escola. Enfrenta sem rodeios temas espinhosos — a relação entre pais e filhos adolescentes, o uso de telas e drogas, gênero, diversidade, racismo e os limites do afeto —, sempre lembrando que firmeza e carinho não se excluem.

Transformando a escuta clínica em orientação concreta, Rosely assessora escolas, conduz grupos mensais de educação familiar e leva aos palcos conversas francas sobre cidadania, convivência e responsabilidade. Também é reconhecida como voz ativa no debate sobre o protagonismo feminino e os desafios sociais contemporâneos. Em tempos de infância hiperconectada e famílias em constante transformação, seu recado permanece atual: não existe receita mágica para educar, mas há um compromisso diário que exige presença, limites e, sobretudo, respeito pelo outro.

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