Capital paraense alcança maior temperatura para o mês em mais de 25 anos; avanço do El Niño aumenta preocupação com calor intenso e redução das chuvas
Belém vive um início de outubro marcado por temperaturas extremas. A capital paraense registrou 37 °C no último sábado (3), a maior temperatura observada para o mês de outubro em mais de 25 anos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A marca chama atenção principalmente por ocorrer em um período de intensificação do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e capaz de provocar importantes alterações no regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do Brasil.
El Niño intensifica cenário de calor
O El Niño está em processo de fortalecimento e, segundo o mais recente boletim elaborado por órgãos federais, existe 95% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. Para grande parte da Região Norte, a tendência é de temperaturas acima da média e redução das precipitações.
No Pará, a combinação entre menor ocorrência de chuvas e temperaturas elevadas pode prolongar os períodos de calor intenso. Para Belém, além dos termômetros elevados, a umidade característica da região pode aumentar ainda mais a sensação de desconforto térmico.
Calor exige cuidados
As altas temperaturas aumentam a necessidade de atenção à hidratação e à exposição prolongada ao sol, especialmente entre crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis aos efeitos do calor.
O cenário ganha ainda mais importância às vésperas do Círio de Nazaré, quando milhares de moradores, turistas e romeiros participam de atividades ao ar livre em Belém. Com a possibilidade de continuidade das temperaturas elevadas, cuidados como beber água frequentemente, utilizar roupas leves, buscar locais sombreados e evitar exposição excessiva ao sol nos horários mais quentes tornam-se fundamentais.
O recorde registrado em Belém reforça os sinais de um período climático que poderá ser marcado por extremos. As projeções indicam que o El Niño deve permanecer ativo pelo menos até o início de 2027, mantendo o Norte do país sob atenção diante da combinação de calor, redução das chuvas, seca e maior risco de incêndios.





