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Detetives particulares ganham espaço nas investigações e ajudam até na localização de criminosos

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Com apoio da tecnologia, análise de dados e técnicas de investigação, profissionais contribuem para esclarecer crimes, identificar suspeitos e auxiliar advogados na produção de provas, respeitando os limites da legislação.

A atuação dos detetives particulares vem ganhando destaque no Brasil, especialmente diante dos avanços tecnológicos e da crescente necessidade de informações que possam contribuir para a solução de conflitos e investigações. Muito além da imagem popularizada pelo cinema, esses profissionais utilizam ferramentas digitais, pesquisas em fontes públicas e técnicas de investigação para localizar pessoas, identificar possíveis fraudes e auxiliar na defesa de clientes.

O assunto ganhou repercussão em reportagem publicada pelo jornal A Tribuna, de Vitória, no Espírito Santo, no dia 5 de outubro, que destacou a importância da atividade e apresentou experiências de profissionais que atuam no setor.
Entre os entrevistados está Marcelo Carneiro de Souza, vice-presidente da Associação Nacional dos Detetives Investigadores Privados do Brasil (ANADIP) e perito forense, que ressaltou a contribuição dos investigadores particulares para o levantamento de informações relevantes em diferentes situações.

Com o avanço das ferramentas digitais, o trabalho investigativo passou por transformações significativas. Atualmente, a análise de registros públicos, o cruzamento de informações e a identificação de rastros digitais podem ajudar na localização de pessoas, na apuração de golpes e na identificação de possíveis envolvidos em atividades criminosas.

Segundo Marcelo Carneiro de Souza, o detetive pode levantar informações que contribuam para subsidiar um boletim de ocorrência e auxiliar na compreensão de determinados fatos.A atuação também pode beneficiar empresas, escritórios de advocacia e cidadãos

No Brasil, a atividade de detetive particular é regulamentada pela Lei Federal nº 13.432/2017, que estabelece as condições para o exercício da profissão.Embora possam desenvolver investigações privadas e reunir informações obtidas legalmente, esses profissionais não possuem poder de polícia.

Isso significa que não podem realizar atos exclusivos das autoridades policiais, como determinar prisões ou executar medidas que dependam de autorização judicial.A legislação também permite a colaboração com investigações policiais, desde que haja autorização do contratante e aceitação do delegado responsável.Outro campo de atuação é a investigação defensiva, na qual profissionais podem auxiliar advogados na coleta de elementos informativos relevantes para a defesa de seus clientes.

A reportagem apresentou situações em que a atuação de detetives particulares contribuiu para esclarecer possíveis irregularidades.Em um dos casos, uma empresa de São Paulo contratou um investigador após identificar suspeitas de golpes praticados por funcionários. O trabalho permitiu reunir informações e documentos que foram encaminhados ao departamento jurídico.

Outro episódio envolveu a apuração de um golpe relacionado a falsas promessas religiosas, enquanto investigações sobre fraudes virtuais demonstraram como o rastreamento de informações pode ajudar a identificar suspeitos e fornecer elementos às autoridades competentes.Os exemplos evidenciam a diversidade de situações em que o trabalho investigativo privado pode oferecer contribuições importantes.

Para especialistas da área, a valorização dos detetives particulares passa pelo conhecimento técnico, pela qualificação profissional e pelo cumprimento rigoroso das normas legais.

Marcelo Carneiro de Souza destaca que a atividade pode contribuir para a busca da verdade e para a obtenção de informações que auxiliem cidadãos e profissionais do Direito.Em uma sociedade cada vez mais conectada, na qual golpes digitais e fraudes assumem novas formas, a investigação particular se apresenta como uma atividade complementar na busca por esclarecimentos.

Mais do que descobrir informações, o desafio desses profissionais é transformar dados em elementos úteis, obtidos de maneira ética e legal, colaborando para a proteção de direitos e para o acesso à Justiça.

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