O deputado estadual Douglas Ruas subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, no Centro da capital, para rebater ataques feitos à Casa durante o período eleitoral e exigir reação dos colegas.
Durante a sessão ordinária no Palácio Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro, o parlamentar expressou incômodo com discursos de candidatos que utilizam o Legislativo como alvo frequente para angariar votos na corrida pelas prefeituras e câmaras municipais.
Segundo Douglas Ruas, as críticas generalizadas colocam em dúvida o trabalho diário dos representantes eleitos e atingem a credibilidade da instituição. O deputado afirmou que quem ocupa uma cadeira no Parlamento tem a obrigação direta de defender as prerrogativas do mandato e os projetos aprovados em plenário.
A cobrança acontece em um momento de esvaziamento temporário das discussões rotineiras no Centro do Rio. Grande parte dos 70 deputados estaduais está em campanha, seja como cabeça de chapa nos municípios ou como cabo eleitoral na Baixada Fluminense, na Zona Oeste e no interior.
Para quem depende dos serviços públicos estaduais, a movimentação política dentro do Palácio Tiradentes impacta a velocidade das decisões sobre transporte, segurança e orçamento. Ruas pontuou que o desgaste institucional afeta a capacidade do poder público de entregar melhorias concretas para a população fluminense.
O que motivou a manifestação no plenário
O foco das críticas são os palanques montados em diferentes cidades fluminenses. Candidatos têm colocado a atuação dos deputados sob suspeita para tentar demonstrar distanciamento da chamada velha política tradicional.
Douglas Ruas destacou que o parlamento precisa se posicionar de forma institucional para não permitir que narrativas eleitorais desqualifiquem leis e fiscalizações já executadas. O parlamentar ressaltou que as divergências partidárias não podem enfraquecer o respeito devido à representação popular.
Nos bastidores, outros deputados da base e da oposição concordam que o tom das campanhas locais tem extrapolado o debate administrativo das prefeituras. O assunto já gera atritos que devem respingar nas votações das próximas semanas, logo após o fechamento das urnas.





