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Lábios Que Beijei – O Romance da Lapa resgata histórias de amor, resistência e liberdade no Centro do Rio

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Inspirado na obra de Aguinaldo Silva, espetáculo transporta o público para a Lapa dos anos 1960 e 1970, durante a ditadura militar, e permanece em cartaz no Teatro Glauce Rocha até 31 de outubro, com ingressos a partir de R$ 30

O Centro do Rio de Janeiro recebe uma montagem teatral que mistura memória, emoção e importantes reflexões sobre a sociedade brasileira. O espetáculo “Lábios Que Beijei – O Romance da Lapa” está em cartaz no Teatro Glauce Rocha, espaço cultural da Fundação Nacional de Artes (Funarte), até o dia 31 de outubro de 2026.

Inspirada na obra do escritor e dramaturgo Aguinaldo Silva, a peça apresenta uma narrativa ambientada na Lapa do final da década de 1960, período marcado pela efervescência cultural, pela boemia e pela repressão da ditadura militar.

Com adaptação de Júlio Kadetti, supervisão do próprio Aguinaldo Silva e direção de Marco Miranda, a produção reúne dez atores e propõe uma viagem ao passado, revelando histórias de personagens que buscavam liberdade, amor e oportunidades em meio às dificuldades de uma época turbulenta.

A Lapa como cenário de sonhos e resistência

A trama acompanha um jovem escritor negro, conhecido como “a Escritora”, que chega ao Rio de Janeiro em 1969, trazendo uma máquina de escrever e o desejo de construir uma carreira literária.

Na Lapa, ele encontra um universo de contrastes, onde artistas, prostitutas, malandros e personagens marginalizados dividem espaços, experiências e sonhos.

Enquanto o Brasil vivia a euforia pela conquista da Copa do Mundo de 1970, a repressão política e a violência atingiam aqueles que não se enquadravam nos padrões impostos pela sociedade.

A montagem transforma a Lapa em uma personagem fundamental da narrativa, destacando sua importância como território de diversidade, encontros e resistência cultural.

Uma reflexão sobre os dias atuais

Embora ambientada há mais de cinco décadas, a história apresenta questões que permanecem presentes na sociedade contemporânea.

O preconceito, a intolerância, a exclusão social e a luta pelo direito de existir livremente atravessam a narrativa, convidando o público a refletir sobre os avanços e desafios enfrentados pelo país.

A peça também evidencia a importância da arte como instrumento de expressão, memória e transformação social.

Temporada segue até o fim de outubro

Com duração de 75 minutos e classificação indicativa de 16 anos, “Lábios Que Beijei – O Romance da Lapa” tem apresentações às sextas-feiras e aos sábados, sempre às 19h.

O Teatro Glauce Rocha está localizado na Avenida Rio Branco, 179, no Centro do Rio de Janeiro, próximo à estação Carioca do metrô.

Os ingressos custam a partir de R$ 30 e podem ser adquiridos pela plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro.

Mais do que uma história ambientada no passado, a montagem oferece ao público a oportunidade de revisitar um período importante da história brasileira e compreender como o amor, a liberdade e a resistência continuam sendo temas essenciais para a sociedade.

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