A Polícia Civil de Mato Grosso (MT) deflagrou operação contra os três advogados na manhã desta quarta-feira (28/10)
As investigações começaram logo depois que a polícia identificou irregularidades graves no texto apresentado pela defesa. O despacho determinava a realização de estudos específicos sobre a conduta carcerária do preso. Com esses relatórios em mãos, a defesa pretendia alegar bom comportamento para flexibilizar o regime e pedir o retorno dele a um presídio comum.
As penitenciárias federais adotam regras rígidas de segurança para impedir a comunicação de lideranças de facções com as ruas. O isolamento individual corta visitas íntimas, monitora conversas de advogados e limita o contato externo. Por isso, chefes de quadrilhas tentam com frequência voltar aos presídios estaduais, onde a fiscalização costuma ser menos severa e a articulação de crimes continua ativa.
Durante a apuração, os agentes checaram a autenticidade do documento diretamente com a vara responsável e constataram que a ordem nunca existiu nos autos oficiais. O processo de transferência foi imediatamente travado para impedir que o preso saísse do regime federal
O que já se sabe sobre o caso
A investigação aponta que a manobra começou com a criação de um despacho forjado que imitava o formato oficial do Poder Judiciário. A petição usava termos jurídicos e dados do processo para dar aparência de legalidade à tentativa de transferência.
A Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão nos endereços ligados aos três advogados investigados. Os agentes recolhem computadores, celulares e documentos físicos que possam comprovar como a fraude foi montada e se houve a participação de servidores do Judiciário.
Os envolvidos agora respondem por falsificação de documento público, uso de documento falso e associação criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar dez anos de prisão, além da perda do registro profissional na Ordem dos Advogados do Brasil





