Saiba qual a melhor caixa e a areia para o seu gato não ter problemas na hora de ir fazer suas necessidades
Se o gato costuma evitar a caixa de areia e faz as necessidades no local errado, o problema pode não estar no animal, mas no material, no tamanho do recipiente e na falta de limpeza. A textura da areia, as dimensões da bandeja e a frequência de higienização determinam o uso correto do banheiro felino — e pequenas mudanças na rotina evitam que o bichano procure estofados e tapetes para fazer xixi.
Para a vida em apartamento, a bentonita fina é a mais indicada por formar torrões firmes e reter o odor sem agredir os coxins das patas. “Na maioria dos casos, principalmente em apartamento pequeno, essa é a indicação de areia, acompanhada de limpeza diária”, explica o veterinário Ricardo Vianna. Já cristais de sílica e pellets de madeira podem incomodar pelo barulho ou pela textura, enquanto areias perfumadas tendem a irritar as vias respiratórias. O papel reciclado só é recomendado no pós-operatório, por ser macio e não grudar em feridas. Areias muito baratas também devem ser evitadas, pois acumulam poeira que desencadeia alergias e bronquites no pet.
O tamanho do recipiente faz diferença. O ideal é que a caixa tenha cerca de uma vez e meia o comprimento do animal, medido do focinho à base da cauda, com espaço para que ele dê voltas e escave. A maioria dos gatos prefere bandejas abertas, que permitem observar o entorno, já que os modelos fechados acumulam odores e reduzem o campo de visão. Quem optar pela caixa coberta deve escolher uma ampla e sem a porta de vaivém.
Para evitar disputas de território e manter os pontos limpos, a regra é simples: disponibilizar sempre uma caixa a mais do que o número de gatos da casa, espalhando os recipientes por diferentes ambientes. A remoção de fezes e torrões deve ser feita uma a duas vezes ao dia, e a troca completa da areia, a cada uma ou duas semanas, com o recipiente lavado apenas com água e sabão neutro. Produtos à base de cloro ou desinfetantes perfumados devem ser descartados, porque o cheiro forte acumulado no plástico afasta o animal.
O especialista faz ainda um alerta importante. Coordenador do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Vianna lembra que a sujeira fora do local pode indicar um problema de saúde: “Muitas vezes, a dificuldade não é a areia em si, mas uma infecção urinária ou outra doença. Fique de olho e, caso seja necessário, busque ajuda profissional.”





