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A medica Claúdia Cacho recebi a condecoração de General do Exercito e é confirmada com primeira na patente do Exercito

O Exército Brasileiro confirmou que a médica Cláudia Lima Gusmão Cacho será a primeira mulher a alcançar o generalato na história da instituição. A promoção ao posto de general de brigada será oficializada nesta quarta-feira (1º), durante solenidade no Clube do Exército, em Brasília.

Natural do Recife, Cláudia tem quase 30 anos de carreira na Força Terrestre e, após a promoção, assumirá a direção do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB).

Na cerimônia, a oficial receberá a espada de general e o bastão de comando — um dos principais ritos de passagem da carreira militar, que simboliza o reconhecimento, a liderança e o compromisso dos oficiais promovidos à alta cúpula.

Outros militares também serão promovidos durante a solenidade. Ao todo, serão:
17 coronéis a general de brigada;
11 generais de brigada a general de divisão;
2 generais de divisão a general de Exército.
Cláudia será a única mulher entre os novos generais.

“Vou estar lá representando, sim, as nossas mulheres. E sempre lembrando: eu não fui promovida porque sou mulher. Fui promovida por conta de uma trajetória em que cumpri os requisitos, e isso é um reconhecimento, mérito ao trabalho”, destacou a coronel.

A escolha dos oficiais-generais é feita pelo Alto-Comando do Exército, com base em critérios como tempo de serviço, mérito profissional e desempenho em funções de comando. Também são considerados cursos obrigatórios de altos estudos militares ao longo da carreira.

Cláudia ingressou no Exército aos 27 anos. Formada em medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE) aos 22 anos e já especializada em pediatria, ela soube da oportunidade para mulheres na área de saúde por meio de um vizinho militar, quando morava em Goiânia.

Trinta anos depois de participar do primeiro movimento de abertura às mulheres no Exército, a coronel médica foi indicada pelo Alto-Comando para promoção ao posto de general de brigada.

“Me senti muito honrada, muito reconhecida. Porque não é um trabalho de um dia ou dois. São 30 anos dentro da Força. Representatividade também são palavras que me vêm à cabeça”, afirmou.

No Exército, a primeira turma com participação feminina foi aberta em 1992, na Escola de Administração, com 49 alunas. Quatro anos depois, em 1996, a Força Terrestre criou o serviço militar feminino voluntário para profissionais de saúde — quando Cláudia iniciou sua trajetória.

Ao longo de quase três décadas, ela serviu em diversos estados do país, como Rio de Janeiro, Rondônia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal.

No mesmo ano em que Cláudia se torna a primeira general do Exército, a instituição também incorporou as primeiras mulheres no serviço militar inicial como soldados — 1.467 pioneiras em 13 estados e no Distrito Federal.

Até então, o posto de soldado não existia para mulheres. Elas ingressavam apenas por meio de escolas de formação de carreira, via concurso público, ou como militares temporárias, por seleção curricular.

Ao falar com jovens que desejam seguir carreira militar, Cláudia destaca a importância de acreditar na própria capacidade.

“A profissão militar é muito nobre e também desafiadora. O Exército é composto por profissionais competentes, responsáveis e dedicados — atributos que não têm gênero”, afirmou.

A coronel também reforça a importância da preparação física, mental e emocional, além de valores essenciais na carreira militar, como lealdade, camaradagem, espírito de corpo e trabalho em equipe.

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