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A trajetória brilhante de um ícone da televisão brasileira, Lima Duarte

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De suas origens humildes em Minas Gerais à consagração como um dos maiores atores da TV, Lima Duarte encantou gerações com sua versatilidade e carisma.

Lima Duarte, nome artístico de Ariclenes Venâncio Martins, é um ator, diretor de telenovela, radialista, dublador, apresentador e locutor brasileiro.  Reconhecido como um dos pioneiros da televisão brasileira, ele esteve presente desde sua inauguração e é amplamente considerado um dos mais prestigiados e influentes atores do país, tendo alcançado a fama por meio de diversos papéis memoráveis ao longo da história da teledramaturgia no Brasil. Nascido no interior de Minas Gerais, num povoado chamado Nossa Senhora da Purificação do Desemboque e do Sagrado Sacramento, referido por ele como “Desemboque”, distrito de Sacramento, chegou em São Paulo de carona num caminhão que transportava mangas.

Começou a trabalhar na rádio, como faz-tudo, até chegar a sonoplasta e, finalmente, a radioator, quando adotou o nome artístico de Lima Duarte por sugestão de sua mãe, que era espírita e lhe aconselhou o nome de seu guia. Ingressou na televisão, da qual é um dos pioneiros no Brasil. Esteve no elenco da primeira telenovela brasileira, Sua Vida Me Pertence, tornando-se um dos principais nomes do gênero. Também fez dublagens em português de desenhos animados norte-americanos da Hanna-Barbera, como o Manda-Chuva (e também a segunda voz do Espeto), o Wally Gator, o Dum-Dum de Tartaruga Touché. Atuou em peças teatrais de protesto como Arena conta Zumbi de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Foi um dos atores que foram membros do Teatro de Arena em São Paulo, um dos principais redutos da dramaturgia brasileira.

Depois de anos na TV Tupi, onde passou por grandes dificuldades financeiras devido ao caos da emissora, que acabou falindo, foi contratado pela Rede Globo como diretor, graças à fama obtida pela direção de duas novelas de grande sucesso e popularidade nos anos 60, O Direito de Nascer e Beto Rockfeller, ambas ainda na TV Tupi. Conseguiu dar um salto na carreira ao interpretar o personagem Zeca Diabo, na novela O Bem-Amado (1973), de Dias Gomes. Imitando a voz fina de um parente na interpretação do violento jagunço, obteve grande notoriedade e foi premiado, transformando esse personagem num dos maiores sucessos da história das telenovelas. Em 1975, na primeira versão da telenovela Pecado Capital, exibida pela Rede Globo, interpretou o empresário da alta moda Salviano Lisboa, que se apaixona por Lucinha (Betty Faria), uma desconhecida e pobre operária de sua empresa. Em 1984, substituiu Rolando Boldrin no programa Som Brasil, onde também contava histórias de escritores consagrados como Guimarães Rosa.

Lima foi casado entre os anos 1951 a 1961, com a atriz Marisa Sanches. Tornou-se pai adotivo da também atriz Débora Duarte. Entre 1965 e 1968, foi casado com Martha Godoy de Freitas. Entre os anos de 1970 e 1989, foi casado com Mara Martins, com quem teve os filhos Júlia, Mônica e Pedro. É avô das atrizes Paloma Duarte e Daniela Duarte.

Lima declarou abertamente ser ateu. Politicamente, o ator é filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

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