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Alexandre de Moraes tira tornozeleira de Márcio Canella, aliado de Flávio Bolsonaro no RJ

Prefeito-Marcio-Canella

 decisão, publicada nesta terça-feira, surge após análise detalhada da documentação apresentada pela defesa do ex-prefeito e atual presidente do União Brasil no estado.

A medida cautelar imposta a Márcio Canella, que incluía o uso de  tornozeleira eletrônica, foi revogada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão atende a um pedido da defesa e considera que não há indícios suficientes para sustentar a acusação de porte ilegal de arma de fogo, um dos pontos que levaram à operação que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. 

O caso ganhou os noticiários devido à proximidade de Canella com o senador Flávio Bolsonaro. A operação em questão, denominada “Unha e Carne”, apura supostas movimentações financeiras ilícitas que teriam alcançado R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, utilizando postos de combustíveis como fachada. A ação já resultou na prisão de outras figuras políticas, como o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar.

O entorno de Flávio Bolsonaro já demonstrava apreensão com as investigações que poderiam atingir Márcio Canella. O ex-prefeito, que é pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, já havia sido alvo do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por nomeações controversas em sua gestão. A revogação da tornozeleira representa um alívio para a campanha, mas as investigações sobre lavagem de dinheiro continuam.

O ministro Alexandre de Moraes fundamentou sua decisão na análise da documentação fornecida pela Polícia Militar e pela defesa de Canella. Segundo o despacho, os artefatos bélicos apreendidos parecem estar regularmente registrados e pertencentes a policiais militares identificados pela própria corporação. Essa constatação foi crucial para afastar, neste momento, a caracterização do crime de porte ilegal de arma de fogo.

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