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Após lacração de garagens, motoristas da Real e Vila Isabel fazem protesto

Foto: Divulgação

Os motoristas da Real e Vila Isabel realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (2), após a lacração das garagens das duas empresas de ônibus pela Prefeitura do Rio de Janeiro no último sábado (31). A manifestação cobra o pagamento de indenizações trabalhistas e verbas rescisórias de funcionários dispensados após a interrupção das atividades.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, mais de 600 trabalhadores teriam sido demitidos sem o recebimento das indenizações previstas em lei. Segundo a entidade, os profissionais foram pegos de surpresa com a paralisação das operações das empresas Real Auto Ônibus e Viação Vila Isabel.

Ingressamos com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho pedindo antecipação de tutela para que as empresas Real e Vila Isabel, além de todos os consórcios, sejam responsabilizados pelo pagamento das verbas rescisórias de todos os trabalhadores dispensados, afirmou um dos diretores do sindicato, em depoimento ao jornal O Dia.

O representante destacou ainda o impacto social da medida. São mais de 600 profissionais com 20, 30 e até 40 anos de serviços prestados à população do Rio de Janeiro que foram pegos de surpresa e não foram devidamente indenizados, acrescentou.

Outro ponto levantado pelo sindicato é o caráter essencial do serviço prestado pelos rodoviários. O trabalhador tem que ter a garantia de que vai receber a verba rescisória e de que seu emprego poderá ser mantido. Os consórcios terão que arcar, junto com as empresas, com a rescisão de todos os trabalhadores, completou o dirigente.

Procurada, a Secretaria Municipal de Transportes informou que a questão trabalhista é de responsabilidade exclusiva das empresas envolvidas. Já o Rio Ônibus declarou que o consórcio está cumprindo as determinações da pasta municipal.

A lacração das garagens foi determinada pelo prefeito Eduardo Paes, que justificou a medida com base na perda do prazo de vistoria anual obrigatória, más condições dos veículos e falhas na operação. Segundo a prefeitura, nenhum dos 50 ônibus da Vila Isabel realizou vistoria dentro do prazo, enquanto a Real apresentou apenas 50 de seus cerca de 200 veículos.

Para reduzir os impactos à população, a administração municipal informou que consórcios assumiram parte das linhas e que a Mobi-Rio poderá operar trajetos caso seja necessário. A Secretaria Municipal de Transportes também anunciou a criação de novas linhas e ajustes operacionais para manter o atendimento aos passageiros.

Enquanto isso, os motoristas da Real e Vila Isabel afirmam que seguirão mobilizados até que haja garantia do pagamento das indenizações e definição sobre o futuro dos trabalhadores afetados pela paralisação das empresas.

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