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Após protesto, Soranz critica médicos e diz que manifestação foi inoportuna

Foto: Reprodução Redes Sociais
Foto: Reprodução Redes Sociais

O Soranz critica médicos após um protesto realizado na manhã desta terça-feira (10) em frente à sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Cidade Nova. Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde se reuniram para reivindicar reajuste salarial e melhores condições de trabalho, especialmente na Atenção Primária.

Durante a mobilização, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, fez uma publicação nas redes sociais que acabou sendo apagada após repercussão negativa. No texto, ele se referiu a parte dos manifestantes como “uma meia dúzia de idiotas” e afirmou que o ato demonstrava falta de empatia diante do cenário enfrentado pela cidade após as fortes chuvas.

A declaração provocou revolta entre médicos e enfermeiros, que acusam o secretário de desrespeito e afirmam que esse não teria sido o primeiro episódio de críticas públicas direcionadas aos profissionais da rede municipal.

Em entrevista ao jornal O DIA, Soranz afirmou que considera legítimo o direito à manifestação, mas avaliou que o momento escolhido foi inadequado. Segundo ele, a cidade enfrentava um cenário delicado, com alagamentos, deslizamentos e famílias que perderam tudo em regiões como Manguinhos, Jacarezinho e Acari.

“A cidade teve vários pontos de alagamento, pessoas perderam tudo na enchente. E receber um grupo de médicos que ganha entre R$ 17 mil e R$ 30 mil manifestando num dia em que as pessoas tiveram seus bens perdidos… Não tem empatia”, declarou o secretário.

Soranz também disse que a rede municipal de saúde esteve mobilizada nos últimos dias para atender ocorrências relacionadas às chuvas e que ele próprio permaneceu até tarde no Centro de Controle do município. “Estou aberto a negociar, mas é inoportuno, após um dia de chuvas fortes, deixar de atender para reivindicar aumento”, completou.

Os profissionais de saúde que participaram do ato afirmam que a manifestação teve como foco não apenas a questão salarial, mas também o desabastecimento de medicamentos, a sobrecarga de trabalho e a falta de segurança em unidades básicas de saúde. Eles defendem que as reivindicações são antigas e independem de episódios climáticos.

A polêmica ampliou o desgaste entre a categoria e a Secretaria Municipal de Saúde, reacendendo o debate sobre valorização profissional, diálogo institucional e o limite das declarações públicas de gestores em momentos de tensão social.

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