O assalto na casa de Poze do Rodo, ocorrido na madrugada desta terça-feira (31), no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, levanta suspeitas de que os criminosos tinham conhecimento prévio sobre o esquema de segurança da residência do artista.
De acordo com a polícia, logo após invadirem o imóvel, os assaltantes destruíram o celular utilizado para monitorar as câmeras externas, o que indica uma ação direcionada e planejada. Em seguida, eles foram diretamente aos locais onde estavam guardadas joias e outros bens de valor.
Ao todo, oito homens armados participaram da invasão. O grupo estava encapuzado, vestido de preto e portava armamento pesado. Antes de inutilizarem o sistema de monitoramento, as câmeras ainda registraram parte da movimentação dos criminosos dentro da propriedade.
Imagens mostram os suspeitos já no interior do terreno por volta das 2h, reunidos próximos a um muro. Um dos invasores acessa uma área de lazer, enquanto outro tenta evitar ser identificado ao passar diante das câmeras. Há ainda registro de um dos envolvidos bloqueando uma lente com a mão, pouco antes do sistema ser comprometido.
Durante a ação, o cantor e outras seis pessoas foram rendidos. Poze foi agredido com socos e chutes na cabeça e nas costelas, e a violência chegou a ser registrada por um dos próprios criminosos por meio de um celular.
O grupo permaneceu na residência por cerca de 20 minutos. Na fuga, levou aproximadamente R$ 2 milhões em joias, além de relógios, celulares, roupas, perfumes e cerca de R$ 15 mil em dinheiro.
As investigações indicam que os criminosos acessaram o imóvel pelos fundos, atravessando uma área de mata e utilizando uma escada para ultrapassar o muro da residência.
Durante as diligências realizadas após o crime, policiais encontraram objetos que podem ter sido deixados para trás pelos suspeitos, como uma película de celular, óculos e a escada usada na invasão. Todo o material foi recolhido e encaminhado para perícia.
Os agentes também trabalham na análise de imagens de câmeras de segurança de imóveis vizinhos, com o objetivo de identificar o trajeto da quadrilha antes e depois da ação.
Horas após o ocorrido, o cantor publicou uma mensagem nas redes sociais, sem citar diretamente o caso.
“Da covardia nem Jesus escapou. Só peço pra que Deus tome conta de tudo e que não deixe nenhum deles parar na minha mão.”, escreveu.
O caso segue sob investigação, e a principal linha apurada aponta para uma ação planejada, que pode ter contado com informações internas ou conhecimento prévio da rotina e da segurança do local.
E enquanto novas pistas são analisadas, o episódio levanta um alerta sobre segurança e exposição, deixando no ar uma pergunta que ainda não foi respondida: como os criminosos sabiam exatamente onde agir?





