Categorias
Destaque Economia Notícias do Jornal

Pesquisa: 47% dos bares e restaurantes do Rio tiveram prejuízo em janeiro

Os donos de bares e restaurantes ainda sofrem com os impactos da Covid-19 e Influenza em suas operações no primeiro trimestre de 2022, momento em que se esperava a recuperação da crise que afetou o setor. Segundo a mais recente pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no RJ (Abrasel RJ), 47% das empresas do estado do Rio de Janeiro tiveram prejuízo no mês de janeiro, enquanto somente 23% realizaram lucro e 28% ficaram em equilíbrio.

O levantamento aponta ainda que 49% tiveram o faturamento de janeiro de 2022 inferior ao de dezembro de 2021. No entanto, mesmo com um início de ano abaixo das expectativas, mais da metade (51%) dos proprietários de bares e restaurantes afirmaram ter tido um janeiro melhor em 2022, na comparação com janeiro de 2021.

“Mesmo com a retomada das atividades do setor de alimentação fora do lar no Rio, vemos com preocupação o alto índice de empresas que iniciaram o último mês no vermelho. Termos quase 50% dos bares e restaurantes do Estado com prejuízo, na alta temporada, em um mês que tradicionalmente havia maior circulação, é um sinal claro de que o nosso setor segue precisando muito do apoio do poder público. É preciso não só haver condições de crédito justas, mas que o Rio volte a ter a pujança econômica e de desenvolvimento que foi perdida nos últimos anos” – afirma Pedro Hermeto, presidente da Abrasel RJ.

A pesquisa revela ainda que, dos negócios inscritos no Simples Nacional, quase a metade (47%) têm parcelas em atraso. Destes, 14% já se encontram com débitos inscritos na dívida ativa da União e conseguiriam parcelar a dívida com os programas existentes.

Mais de 80% dos bares e restaurantes aceitam Pix, mas cartão de crédito segue como forma de pagamento preferencial

A nova rodada da pesquisa da Abrasel RJ apurou ainda que 85% das empresas aceitam Pix. No entanto, a forma de pagamento representa apenas 2% do faturamento. O método de pagamento preferido pelos clientes continua sendo o cartão de crédito, que responde por 70% das transações, contra 18% nos cartões de débito e somente 5% em espécie. Nos pedidos via delivery, o cartão de crédito salta para 81% do total dos pagamentos.

Os dados referentes ao Rio de Janeiro fazem parte de um levantamento nacional realizado pela Abrasel, entre os dias 21 de fevereiro e 03 de março, com aproximadamente 1.300 empresas do setor de alimentação fora do lar em todo o Brasil.

Categorias
Cultura Destaque Notícias do Jornal

Abril chega trazendo festival de rock, copa mundial de mountain bike e programas imperdíveis nos feriadões em Petrópolis

E que tal um festival de rock na montanha? E se também tiver uma copa do mundo de mountain bike?  E se o Carnaval 2022, uma folia fora de época, tiver a opção de uma viagem para o lazer? E se no feriadão de Tiradentes o que não faltar for opção na serra? E se, além disso, houver uma programação recheada de atrações ao ar livre, desde esportes radicais a contemplação da natureza? É o que promete o mês de abril em Petrópolis. Com as temperaturas amenas do outono, a cidade se transforma em um dos melhores refúgios ao longo de todo o período, além da tradicional recordista em hospedagens que é a  Semana Santa. O Petrópolis Convention & Visitors Bureau iniciou a divulgação dos atrativos de abril com expectativa de casa cheia.

 “São opções para todos os gostos, um calendário de atrações muito farto e diversificado, além, dos tradicionais passeios de compras, cervejeiro e de contato com a natureza”, enumera o presidente do Petrópolis Convention, Fabiano Barros.  Com tanta variedade, a previsão é de ocupação hoteleira de 90% nos quatro finais de semana de abril.

O ciclismo comemora dois eventos que são históricos para o esporte: a  Copa Internacional Michelin de Mountain Bike e a Copa do Mundo Mercedes-Benz de Mountain Bike 2022. O primeiro evento, a Copa Internacional Michelin,  acontece entre os dias 1º e 3 de abril recebendo 350 ciclistas de 29 países. E no final de semana seguinte, entre  os dias 7 e 10, é a vez da Copa do Mundo. As disputas são no mesmo endereço: São José Bike Club, no Vale do Cuiabá, em Itaipava, um dos locais considerados mais perfeitos no Brasil e do mundo para as competições da modalidade.

Já o Rock the Montain acontece em dois finais de semana:  16 e 17 e 23 e 24 sempre no Parque de Exposições, em Itaipava. São mais de 100 artistas se apresentando em seis palcos e nomes de peso da música estarão presentes como Caetano Veloso, Gal Costa e Alceu Valença, além de astros como Criolo e artistas que são fenômeno da atualidade como Silva, BaianaSystem e Djonga.

Na sequência, a cidade ainda se prepara para receber público que faz da Semana Santa – esse ano entre 15 e 17 de abril – ser a data com maios número de visitantes no ano depois da temporada de inverno. E a série de pausa para descanso continua ainda na semana seguinte com o feriado de Tiradentes e de São Jorge entre os dias 21 e 24 de abril, data escolhida para o Carnaval carioca.

“Em meio a esse calendário de eventos, há ainda as opções que têm feito da cidade ser uma referência em lazer ao ar livre. Vai desde piqueniques até passeios de triciclos e a cavalo em locais mais rurais, passando pela apreciação de uma boa gastronomia e o garimpar de antiguidades em lojas especializadas, por exemplo. É um tanto de programação até a onde a imaginação alcança”, afirma Fabiano Barros.

Neste período, boa parte da rede hoteleira oferece condições especiais e atrações de acordo com cada empreendimento. Mas é bom correr para reservar o hotel e programar o passeio. “É uma expectativa de movimento muito acentuado e o público que vem para o festival de rock e as competições de bike já tem procurado fazer a sua reserva”, afirma Fabiano Barros.

SERVIÇO:

Festival Rock The Mountain

16 /04 – abertura dos portões 11h / Encerramento: 01h

17/04 – Abertura dos Portões: 13h / Encerramento: 04h

23/04 – Abertura dos Portões: 11h / Encerramento: 01h

24/04 – Abertura dos Portões: 13h / Encerramento: 04h

Parque de Exposições – Itaipava

Programação, informações  e ingressos no Instagram do evento @rockthemountain

Categorias
Destaque Notícias do Jornal Saúde

Beija-Flor adota nova verificação de vacinas contra a Covid-19 na quadra

Atenta à Covid-19, a Beija-Flor adotou em sua quadra um novo processo de validação digital do comprovante de vacinação contra a doença, realizado pela empresa Veus Saúde, pioneira no desenvolvimento de tecnologias de controle sanitário em grandes eventos. O protocolo adotado utiliza o aplicativo SAÚDECHECK-IN, é válido desde fevereiro e se assemelha ao aplicado em estádios de futebol e outros eventos culturais.

O app em questão é considerado a maior plataforma de integração digital de laudos de Covid no país: por meio dela, a Veus Saúde confere digitalmente se os componentes e visitantes da Beija-Flor estão com o ciclo de vacinação em dia contra o coronavírus. Eles precisam disponibilizar à ferramenta dados como CPF e carteira de vacinação gerada no ConecteSUS.

Após a validação dos dados pelo SAÚDECHECK-IN, os foliões recebem um QR Code que é validado na entrada dos eventos da azul e branca. A iniciativa foi lançada no último dia 17 e, após uma pausa nos treinos, passará a ser adotada todas as quintas-feiras, nos tradicionais treinos de quadra da “Deusa da Passarela” — a agremiação se prepara para apresentar, em abril, o enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”.

— A gestão da saúde é uma camada de segurança que deve ser adotada na realização de grandes eventos, incluindo o Carnaval. Nossa solução traz um grande diferencial, oferecendo uma tecnologia de monitoramento rigoroso de acesso que permite a realização dos ensaios da escola de forma segura e controlada — diz Marcelo Botelho, CEO da Veus Saúde.

A conferência dos dados vacinais ainda é uma importante maneira de combate à Covid, mesmo com a flexibilização no uso de máscaras de proteção facial em espaços fechados, como aconteceu na capital fluminense esta semana. Autoridades de Saúde só preveem o fim da obrigatoriedade do certificado quando cerca de 70% da população já estiver com doses de reforço, patamar ainda distante das realidades brasileira, do Rio e de Nilópolis.

Categorias
Destaque Meio Ambiente Notícias do Jornal

Amazônia terá sistema abrangente de análise de emissões de gases de efeito estufa

O Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), sediado na Universidade de São Paulo (USP) com financiamento da empresa Shell e da Fundação de Amparo à pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), está desenvolvendo um banco de dados sobre as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) na região amazônica. A plataforma está sendo construída com técnicas avançadas de big data para gerar dados que possam ser usados para monitorar as emissões dos gases; compreender melhor suas causas; e nortear a criação e a fiscalização de políticas públicas voltadas à mitigação de emissões. Ela permitirá acompanhar os compromissos internacionais do Brasil na redução do desmatamento e na emissão de gases de efeito estufa pelo ecossistema Amazônica.

A plataforma contará com o apoio de diversas Organizações Não Governamentais (ONGs), como o IPAM (Instituto de Pesquisas Amazônicas), o IMAZON (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) e o MapBiomas, que trazem diversos dados geolocalizados sobre as emissões de GEEs e o desmatamento na Amazônia, além de possibilitar retroalimentar outros bancos de dados. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA), o Programa LBA (Experimento de Larga Escala da Biosfera e Atmosfera da Amazônia), a torre ATTO (Amazon Tall Tower Observatory), a Escola Politécnica e o Instituto de Física da USP são os coordenadores do projeto.

Dados abrangentes — Neste esforço conjunto, será possível analisar dados de superfície e de satélites sobre as emissões e absorções, incorporando informações de satélites ao longo dos últimos 25 anos, com forte parceria com o sistema MapBiomas. “Conseguiremos também analisar o estado atual das emissões quase em tempo real, e fazer projeções, usando inteligência artificial e técnicas avançadas de aprendizado de máquina”, destaca o cientista Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP e um dos pesquisadores principais no RCGI. O objetivo, segundo ele, é obter uma visão abrangente dos complexos e amplos aspectos que impactam o ecossistema amazônico e seu balanço de emissões de gases de efeito estufa.

Trata-se da primeira plataforma a trazer,de forma unificada, a maior parte dos parâmetros que controlam o processo de absorção e emissão de dióxido de carbono e metano para a atmosfera. . “Essa iniciativa será crucial para o Brasil adotar políticas públicas lastreadas pela ciência, com dados abrangentes e confiáveis, que possibilitem cumprir as metas de redução de emissões de GEEs. Irá complementar esforços importantes do INPE, IMAZON, IPAM, LBA, SEEG, MapBiomas e outras entidades”, afirma Artaxo.

O Brasil é o sexto país que mais emite GEEs no mundo, sendo o desmatamento da Amazônia nossa principal fonte de emissões. No Acordo de Paris, em 2015, e na COP-26, em 2021, o governo brasileiro assumiu diversos compromissos para redução de emissões de GEEs. Até 2030, terá que diminuir as emissões de carbono em 50% e em 30%, as emissões de metano, além de zerar emissões de CO2 até 2050. “Os maiores esforços neste sentido deverão ser concentrados na Amazônia, de onde se originam 47% das emissões dos GEEs no país — a maior parte causada pelo desmatamento. Daí a importância de termos uma plataforma com informações consolidadas sobre as emissões de GEEs”, afirma o pesquisador.

Desafios do projeto — O banco de dados será gigante. Conterá dados de satélites, dados de medidas em torres, medidas do sistema Lidar (INPE) e dados meteorológicos, cobrindo toda a região amazônica em seus nove países, não só do Brasil. “As técnicas de big data, como inteligência artificial e aprendizado de máquina, serão usadas para processar e analisar esta gigantesca massa de dados, desvendando os complexos relacionamentos não lineares entre os múltiplos parâmetros”, explica o coordenador da parte computacional do projeto, José Reinaldo Silva, professor da Poli-USP. “O sistema amazônico é tão complexo e amplo que, para seu entendimento mais completo, é necessário o desenvolvimento de ferramentas computacionais avançadas, que permitam uma compreensão do comportamento não linear da interação da floresta com o sistema climático”, acrescenta.

Segundo Artaxo, a primeira fase, que já está em andamento, é a de coleta de dados de sensoriamento remoto, de superfície e de modelagens já feitas. Essa etapa está sendo realizada em parceria com o MapBiomas, IPAM, INPE, LBA, IMAZON, torre ATTO, LBA e outros parceiros. “Depois disso, vamos começar a integrar e ligar diversos bancos de dados e desenvolver as ferramentas de inteligência artificial que permitam extrair informações qualificadas do sistema como um todo.”

Um dos desafios da pesquisa será esclarecer a disparidade dos dados atualmente divulgados sobre as emissões na Amazônia. Isso ocorre em função das diferentes periodicidades e particularidades tecnológicas dos satélites que cobrem a região, gerando muitas vezes números discordantes. “O que nós vamos fazer é selecionar e analisar cuidadosamente os dados de cada satélite e selecionar aqueles mais assertivos, para validar esses dados para a Amazônia com medidas em superfície”, afirma Artaxo.

Algumas análises importantes serão possíveis com esses sistemas, tais como o papel da degradação florestal nas emissões, o impacto de El Niño e da La Niña na emissão de gases de efeito estufa, o cálculo das emissões de metano em áreas alagadas, entre outras análises. Sem essa integração ampla de dados, é impossível termos uma visão da Bacia como um todo para esses cálculos.”

Relatórios periódicos — Os pesquisadores também irão gerar relatórios periódicos sobre os dados coletados e as análises feitas. Artaxo já adianta dois aspectos que terão destaque nessas análises: o papel da expansão agropecuária e o impacto das mudanças climáticas nas alterações dos processos fotossintéticos da floresta. “Observamos que o aquecimento global e a mudança na precipitação na Amazônia estão afetando os processos que regulam a absorção e a emissão de gases de efeito estufa, fazendo com que a floresta possa estar começando a perder carbono para a atmosfera. Isso é preocupante porque a floresta contém cerca de 120 bilhões de toneladas de carbono no ecossistema, o que corresponde a 10 anos da queima de todos os combustíveis fósseis do mundo”, destaca.

A plataforma está sendo desenvolvida dentro da USP, em São Paulo, no âmbito do projeto “Emissão de gases de efeito estufa na Amazônia e sistema de análise de dados e serviços” do RCGI, que já conta com uma equipe de nove pós-doutorandos, e muitos estudantes de mestrado e doutorado. Os pesquisadores usarão computadores da USP e os sistemas Amazon Web Services (AWS) e Google Earth Engine (GEE). O projeto está inserido dentro do GHG (Greenhouse Gases) — um dos cinco programas do RCGI cujas pesquisas são voltadas para a geração de conhecimento e inovação que ajudem o país a cumprir suas metas para a mitigação dos GEEs.

Categorias
Destaque Economia Notícias do Jornal

O potencial de crescimento do comércio árabe-brasileiro

É interessante notar que, num período ainda marcado pelas incertezas da pandemia, a corrente comercial do Brasil com as nações árabes tenha apresentado em 2021 seu melhor resultado desde 2014, totalizando US$ 24,25 bilhões. Melhor ainda, quando observamos que o saldo é favorável ao nosso país, que exportou US$ 14,42 bilhões, com aumento de 26% em relação a 2020, e importou US$ 9,83 bilhões. O superávit, portanto, foi de US$ 4,59 bilhões.

Cabe ressaltar que as perspectivas são positivas quanto ao avanço da interação econômica, conforme se constata nas expectativas da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Os países do bloco seguem firmes como terceiro maior destino de nossas exportações, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, e suas economias apresentam um fluxo de recuperação, inclusive da atividade industrial. Nesse cenário, o minério de ferro teve aumento expressivo nos embarques, somando-se aos produtos agropecuários, como açúcar, soja e carne bovina e de frango, nos quais já somos grandes fornecedores.

Os árabes, que ocupam o quinto lugar no ranking de nossas importações, são nossos fornecedores de combustíveis fósseis e fertilizantes. Agora, devem ampliar as vendas de alumínio e podem assumir posição mais estratégica para o Brasil no tocante aos adubos. Ainda no que diz respeito ao fluxo comercial, merece ênfase o fato de os Emirados Árabes Unidos terem assumido a liderança no bloco como compradores do Brasil, com aumento de 13,21% no valor em 2021 em relação a 2020. Em segundo lugar, ficou a Arábia Saudita, com crescimento de 9,78%, seguida pelo Egito, com expansão de 14,55%.

A posição do Brasil como exportador para os árabes é extremamente estratégica por um aspecto muito peculiar: dentre os cerca de 424 milhões de habitantes do bloco, distribuídos em 22 nações, a grande maioria professa a religião muçulmana. Estima-se que apenas cerca de 15 milhões sejam cristãos. Para o mundo islâmico, os gêneros alimentícios precisam obedecer a uma série de requisitos, desde o abate dos animais, que não pode causar sofrimento, ou cultura agrícola, passando pelo processamento e embalagens. Nosso país tem excelência e as devidas certificações como fornecedor dos chamados produtos halal (“lícito” / “autorizado” em árabe).

Além dos alimentos, esse mercado atrelado a preceitos religiosos tende a crescer em outros segmentos, como o de cosméticos e medicamentos. São oportunidades com potencial de ampliar nossas exportações. O turismo halal também aponta tendência de expansão. Nessa área, o principal destino brasileiro tem sido Foz do Iguaçu, no Paraná, onde já há boa experiência na recepção dos visitantes muçulmanos.

O mercado halal, segundo dados do State of the Global Islamic Economy, deverá movimentar cerca de US$ 5,74 trilhões até 2024. Os povos que consomem esses produtos representam quase um terço da população mundial, ou aproximadamente 1,9 bilhão de pessoas. Os árabes, considerando-se os aspectos demográficos e o poder aquisitivo, encontram-se entre os principais consumidores do universo muçulmano, que inclui outras etnias, como parte dos habitantes da Índia e a grande maioria do Irã, Turquia, Paquistão e Afeganistão, dentre outros.

O mundo árabe demonstra rápida recuperação e apresenta alto índice de desenvolvimento e inovação em vários de seus países. Ademais, insere-se de modo cada vez mais significativo na economia e no cenário global. Os Emirados Árabes Unidos sediam a Exposição Universal de Dubai e abrigaram o recente Campeonato Mundial de Clubes. O Catar receberá a Copa do Mundo da Fifa no final de 2022. Também são vultosos os investimentos de várias nações do bloco em todo o mundo, nas mais diversas atividades, incluindo as possibilidades de aporte de capital em clubes brasileiros, na esteira das oportunidades abertas pela Lei da Sociedade Anônima do Futebol — SAF (nº 14.193/2021).

O Brasil sempre teve excelentes relações com os árabes, inauguradas em 1876 pelo imperador D. Pedro II, que visitou o Líbano e a Síria, dentre outros países da região. O fluxo imigratório intensificou-se desde então. Hoje, são cerca de 12 milhões de imigrantes do bloco e seus descendentes vivendo no Brasil. Trata-se de uma interação histórica, fator humano importante para que o comércio exterior entre os dois povos prospere cada vez mais.

Categorias
Destaque Notícias do Jornal Tecnologia

Para reduzir consumo e emissões, DHL Supply Chain instala painel solar inovador em caminhões refrigerados para indústria da saúde

Inovação e sustentabilidade são dois aspectos centrais da estratégia da DHL Supply Chain, líder global em armazenagem e distribuição, que estão juntos em um projeto na área de transportes. Para reduzir o consumo de combustível e a emissão de gases na movimentação de carga, a companhia instalou placas solares superfinas em 16 caminhões refrigerados da Polar, transportadora pertencente ao grupo especializada em cadeia fria para indústria da saúde.

De fácil instalação e operação, a tecnologia inovadora pode proporcionar uma redução de cerca de 5% no consumo de combustível (que é mais elevado dado ao sistema de refrigeração) e de 4 toneladas de gases por caminhão, ao ano. Com os bons resultados, a companhia estuda levar o sistema para grande parte da frota da Polar, atualmente com cerca de 350 veículos, e, em um segundo momento, uma parte da malha da própria DHL Supply Chain.

“Neste projeto, temos o ‘casamento’ da necessidade de reduzir custos e emissões com uma tecnologia economicamente viável e que se adaptou bem a realidade brasileira. A DHL tem a meta de zerar suas emissões até 2050 e para isso estamos utilizando diversas soluções. Este sistema, especialmente, é muito versátil, pode ser instalado pela nossa própria equipe e demanda pouca manutenção, nos auxiliando a manter nossa eficiência”, afirma Marcos Cerqueira, vice-presidente de Saúde da DHL Supply Chain.

O sistema se conecta diretamente ao motor e à bateria auxiliando na alimentação de ambos. A placa é tão fina (3 mm), que seu peso não influi no conjunto, bastando ser fixada no teto do baú após limpeza. Para o motorista, não há procedimentos adicionais — a manutenção é feita na base –, não afetando a produtividade do motorista e do time de manutenção. O equipamento possui ainda monitoramento inteligente de desempenho, cujas informações podem ser acessadas remotamente via aplicativo móbile ou descarregadas na base. Por enquanto, a DHL Supply Chain tem instalado uma placa por veículo, mas existe a possibilidade da instalação de mais.

A tecnologia utilizada foi desenvolvida pela TRAiLAR, startup que surgiu em um programa da inovação aberta da DHL no Reino Unido. A TRAiLAR foi a grande vencedora do programa, sendo acelerada. Tanto que, atualmente, a startup já vendeu seus sistemas solares para unidades da DHL na América Latina (além do Brasil) e na Europa. Ela também comercializa a solução para outros clientes.

Os veículos com o equipamento transportam, de forma geral, medicamentos, vacinas, testes clínicos e insumos de saúde em todo o Brasil. “É importante ressaltar também que as placas são resistentes a chuva e conseguem captar energia mesmo com o clima nublado e à noite, dado sua grande eficiência energética, até 960 whats por dia, em média”, afirma Miquele Lioi, diretor da Polar.

Além deste projeto, a DHL Supply Chain desenvolve ações sustentáveis como o uso de veículos elétricos (ou movidos a combustíveis alternativos) e bicicletas para entregas urbanas, um centro de distribuição com uma usina solar na cobertura, que gera quase toda a energia que é consumida no local, e a utilização de equipamentos elétricos nos armazéns, como paleteiras e transpaleteiras, além de painéis solares para recargas dos veículos.

Categorias
Destaque Notícias do Jornal Saúde

Fiocruz: Ômicron representa 99% dos genomas sequenciados em fevereiro

Dá Agência Brasil

A variante Ômicron correspondeu a mais de 99,7% dos genomas sequenciados pela Rede Genômica Fiocruz em fevereiro, contra 95,9% em janeiro e 39,4% em dezembro. A atualização dos resultados da vigilância sobre as linhagens e variantes do vírus Sars-CoV-2 no Brasil foi divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com dados referentes ao período de 11 de fevereiro a 3 de março de 2022.

Nas três semanas, o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio de Janeiro, e os laboratórios integrantes da Rede Genômica Fiocruz nos estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais e de Pernambuco produziram 2.971 genomas. Junto com as unidades do Piauí e do Paraná, os centros de monitoramento atendem aos 26 estados brasileiros e ao Distrito Federal.

Segundo o documento, as primeiras amostras da Ômicron no Brasil foram de casos coletados no fim de novembro de 2021. Em janeiro deste ano, a variante já dominava completamente o cenário epidemiológico no país. Atualmente a Ômicron é classificada em mais de 40 linhagens, iniciadas pela sigla BA. No Brasil, foram identificadas três linhagens: BA.1 (13.072 genomas), BA.1.1 (2.193 genomas) e BA.2 (21 genomas). A circulação da subvariante BA.2, detectada no país no início de fevereiro, é considerada baixa. O Laboratório de Referência Nacional também sequenciou os genomas de primeira e segunda amostras de dez casos de reinfecção relacionados à BA.1.

Neste relatório, a mediana do intervalo entre a coleta da amostra e o depósito do genoma no Gisaid foi de 59 dias, com diferenças significativas entre as unidades federativas. Os pesquisadores ressaltaram, entretanto, que há uma forte tendência de diminuir esse intervalo porque, nos últimos meses, a mediana ficou abaixo de 31 dias. Desde o início de suas atividades, a Rede Genômica Fiocruz já produziu 560 relatórios, totalizando 36.476 genomas sequenciados.

As informações foram coletadas pelos pesquisadores da rede por meio de parceria e colaboração com os laboratórios estaduais de Saúde Pública (Lacens), da Coordenação-Geral de Laboratórios do Ministério da Saúde, de laboratórios de Assistência Diagnóstica da Fiocruz e outras instituições brasileiras. O acesso à base de dados EpiCoV da plataforma internacional de vigilância genômica de novo coronavírus e Influenza Gisaid também auxilia o trabalho de monitoramento da Rede.

Testes

Em janeiro deste ano, o site da Rede Genômica Fiocruz passou a disponibilizar as informações sobre testes RT-PCR capazes de inferir a presença de variantes de preocupação, como Gama, Delta ou Ômicron. Esses exames estão sendo realizados pelos Lacens e por laboratórios de Assistência Diagnóstica da Fiocruz.

O monitoramento apresentou elevado grau de concordância com os dados de sequenciamento, sugerindo taxa de circulação superior a 99% da Ômicron a partir do mês de janeiro. Segundo pesquisadores da Fiocruz, a vantagem dessa abordagem é a celeridade no retorno de resultados sem necessidade de sequenciamento das amostras. Além disso, há possibilidade de tal tipo de exame ser descentralizado e executado em diversos outros centros do país.

De novembro de 2021 a fevereiro de 2022, foram realizados 12.187 testes em 19 unidades federativas (Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins), informou a Fiocruz.

Categorias
Destaque Notícias do Jornal Política

Governo reconhece emergência em mais quatro municípios brasileiros

Dá Agência Brasil

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu a situação de emergência em mais quatro cidades atingidas por desastres naturais.

A portaria com o reconhecimento da União foi publicada na edição desta sexta-feira (11) do Diário Oficial da União (DOU). Com esse status, os municípios podem acessar recursos federais para restabelecer serviços públicos essenciais, recuperar a infraestrutura danificada e ajudar no apoio às populações diretamente atingidas.

Em Minas Gerais, foi reconhecida a situação de emergência em Santa Efigênia de Minas, afetada por chuvas intensas. No Maranhão, o município de Marajá do Sena teve a situação de emergência reconhecida por causa das enxurradas.

No Acre, o reconhecimento foi para a cidade de Cruzeiro do Sul, no extremo oeste do estado, atingida por inundações.

Já a seca fez o governo federal reconhecer também a situação de emergência no município de Travesseiro, no Rio Grande do Sul.

A solicitação de recursos pelos municípios com situação de emergência reconhecida deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Depois da aprovação, uma portaria com a especificação do montante a ser liberado é publicada no Diário Oficial da União.

Categorias
Destaque Educação Notícias do Jornal

Inscrições do primeiro Fies de 2022 vão até a próxima sexta-feira

Dá Agência Brasil

As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2022 começaram hoje (8) e terminam na sexta-feira (11). A inscrição pode ser feita no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O resultado dos pré-selecionados será divulgado no dia 15 de março.

Nesta edição foram disponibilizadas 66.555 mil vagas. Poderão pleitear as vagas aqueles estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e obtiveram média mínima de 450 pontos e nota superior a zero na redação.

Para se inscrever no Fies, os candidatos precisam fazer o cadastro no Portal Único. O acesso é feito por meio de login no portal Gov.br. Os estudantes precisam informar o CPF e a senha. Caso não tenham conta no portal, é possível cadastrar uma nova.

No momento da inscrição, o concorrente pode escolher até três opções de cursos de graduação dentre aqueles disponíveis no grupo de preferência. Os cursos poderão ser alterados até o final do prazo de cadastro.

Pelo cronograma do Fies, o resultado dos pré-selecionados em chamada única será divulgado no dia 15 de março; a complementação das informações será realizada no período de 16 a 18 de março e a lista de espera vai de 16 de março a 28 de abril.

Sobre o Fies

O Fies é um programa do Ministério da Educação (MEC), instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2011, que tem por objetivo conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC e ofertados por instituições de educação superior privadas aderentes ao Programa.

Categorias
Destaque Economia Notícias do Jornal

Como aproveitar ofertas online do Dia do Consumidor sem “pegadinhas”

No dia 15 de março, é comemorado o Dia do Consumidor, data perfeita para o comércio eletrônico apostar em promoções e conseguir aumentar as vendas, aproximando os clientes da empresa. A comemoração ocorre em meio ao período de crescimento de vendas, que segundo a pesquisa eBit, acelera entre os meses de janeiro a abril.

A mesma pesquisa também aponta que 73% dos consumidores preferem comprar online pela facilidade e 52% das pessoas aproveitam as inúmeras promoções que ocorrem nessa e em outras datas comemorativas. No entanto, é importante tomar cuidado com as “pegadinhas” que podem ocorrer.

De acordo com Rodrigo Garcia, diretor executivo da Petina Soluções em Negócios Digitais – startup de performance de marketplaces nacionais e internacionais — a desconfiança para as compras online ainda é um obstáculo para as compras pela internet no Brasil. “O papel do marketplace é forte para passar essa credibilidade. É possível observar diversas propagandas, como por exemplo: ‘devolva sem custo’, para o cliente ficar mais confiante”, afirma.

Pensando nisso, ele listou 5 pontos a se atentar para evitar “furadas”:

Marketplaces

Hoje em dia, muitos clientes sentem-se inseguros ao comprar online devido às possíveis fraudes, principalmente na hora do pagamento. Por isso, comprar nos marketplaces -e não em sites desconhecidos- é uma boa saída.

Na hora de comprar em meio a datas como o Dia do Consumidor, vale sempre ficar de olho antes de efetuar a compra. “O comprador deve verificar se as opções oferecidas estão de acordo com a sua necessidade, e se não precisará cadastrar dados que não queira disponibilizar, por questão de segurança”, ensina Garcia.

Entrega e frete

Com descontos significativos, é importante também prestar atenção se o prazo de entrega e o valor do frete são de fato atrativos e compensam fazer aquela compra. “Não vale a pena pagar mais barato em um produto que demore semanas para chegar, por exemplo, ou tenha um frete muito caro”, diz o especialista.

O frete grátis é citado como a “promoção preferida” de 78% dos consumidores, e 38% deles levam em consideração o tempo de entrega.

Sites falsos

Outro cuidado importante é prestar atenção na autenticidade dos sites, já que sempre existe o risco de serem falsos. “Para evitar esse tipo de problema, o consumidor deve realizar uma busca e consultar o site do Procon, que disponibiliza uma lista de sites que não são confiáveis. O Reclame Aqui também ajuda, pois exibe a reputação de cada empresa”, sugere Garcia.

De acordo com o executivo da Petina, nesse sentido, o marketplace também pode ajudar, já que o site que faz o anúncio será responsabilizado em caso de fraude. “Comprar via marketplace é, de forma geral, sempre mais seguro. Isso porque existe uma bandeira que dá garantia à transação caso haja algum transtorno em relação ao site parceiro”, ressalta o especialista.

Compras necessárias

De acordo com as pesquisas recentes da All iN, Social Miner, Opinion Box e Bornlogic, 58% das pessoas aproveitam as promoções para comprar o que julgam ser imprescindível no dia a dia – como produtos de limpeza e higiene pessoal. Além disso, 56% buscam por objetos de desejo com menor preço.

“É importante que o consumidor analise, na hora da compra, se está comprando algo que realmente queira ou deseje, ou se está fazendo isso apenas por impulso. A compra por impulso gera arrependimento e, por isso, deve ser evitada”, recomenda Garcia.

Cuidado com o famoso “desconto falso”

Assim como na Black Friday, o consumidor deve ficar atento se os descontos oferecidos realmente são verdadeiros, ou se são o famoso “metade do dobro”, já que existem lojas que agem de forma maliciosa e sobem os preços de determinados produtos antes de anunciarem a “promoção”. O ideal para evitar esse tipo de situação é sempre monitorar os valores dos itens desejados com alguns dias ou semanas de antecedência.

“Os sites sérios não adotam esse tipo de prática, e nesse caso o marketplace também é uma boa alternativa, pois a bandeira seleciona os sites parceiros, que podem sofrer punições e até mesmo ser descredenciados em caso de práticas inadequadas como essa”, finaliza Garcia.