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Rio lança o Cartão Mulher Carioca

Dá Agência Brasil

A prefeitura do Rio de Janeiro lançou hoje (18) o Cartão Mulher Carioca, que concede auxílio financeiro de R$ 400 para mulheres em situação de violência doméstica e vulnerabilidade social atendidas pela rede de enfrentamento à violência na capital fluminense. Na primeira etapa, 80 mulheres receberão o cartão. No total, 500 cartões serão disponibilizados.

O auxílio será disponibilizado por até seis meses, prorrogáveis por mais 90 dias. Para renovação do benefício, será feita uma avaliação pela equipe técnica do município que acompanha os casos da rede de enfrentamento.

De acordo com a prefeitura, mais de 34 mil mulheres do Rio foram vítima de violência em 2020 e mais de 60% delas tiveram redução da renda familiar.

“Sabemos que a violência contra a mulher é um problema grave da nossa sociedade e que isso aumentou durante a pandemia. Cada vez mais a prefeitura tem buscado estabelecer políticas públicas para ajudar essas mulheres”, afirmou o prefeito Eduardo Paes, durante a cerimônia no Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) Chiquinha Gonzaga, na Praça Onze, região central do Rio.

A Secretaria de Políticas e Promoção da Mulher tem quatro equipamentos de atendimento à mulher no Rio de Janeiro: duas Casas da Mulher Carioca; o Ceam Chiquinha Gonzaga, local de atendimento exclusivo para mulheres em situação de violência doméstica; e a Casa Viva Mulher Cora Coralina, que é o abrigo sigiloso destinado a mulheres com risco iminente de morte.

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Safra de café deve registrar aumento de 16,8% em 2022, diz Conab

Dá Agência Brasil

Após a queda na produção no ano passado, a primeira estimativa da safra de café em 2022 aponta que a colheita do grão deve ter um aumento de 16,8% em relação ao ano passado, ficando em 55,7 milhões de sacas de 60 kg. Em 2021, o volume total de café produzido foi de 47.7 milhões de sacas. Os números foram divulgados hoje (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado previsto, entretanto, ainda está abaixo do que foi colhido em 2020, quando a safra recorde foi de de 63,08 milhões de sacas de 60 kg.

De acordo com a companhia, a queda na safra de 2022 é reflexo das condições climáticas, com a estiagem e as geadas registradas principalmente entre os meses de julho e agosto em 2021 e que afetaram principalmente os cafezais dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Essas condições climáticas adversas afetaram mais a espécie arábica, que não deve manifestar seu pleno potencial produtivo. Ainda assim, a Conab informou que a produção para esta variedade de café deverá ser acrescida em 23,4% em relação à safra anterior, sendo estimada em 38,7 milhões sacas.

Nesta safra, a área cultivada com café arábica no país está estimada em 1.809,98 mil hectares corresponde a quase 80% da área total destinada à cafeicultura nacional. Minas Gerais concentra a maior área com a espécie, 1.316,59 mil hectares, correspondendo, a cerca de 70% da área ocupada no país.

“Quando houve a geada estive in loco, tanto em Minas Gerais, quanto no interior de São Paulo. Em Franca pudemos identificar que para a safra de 2021 não teria nenhum problema, mas iria afetar esses números agora na safra 2022”, disse o diretor-presidente da Conab, Guilherme Ribeiro. “No nosso segundo levantamento, que será realizado em maio, esses números podem sofrer alguma alteração se ocorrer alguma coisa com o clima”, acrescentou.

Já para a variedade do café conilon, a expectativa é de um novo recorde com a colheita podendo chegar próxima a 17 milhões sacas, um aumento de 4,1% em relação à safra anterior. O resultado combina a elevação da área plantada estimada em 3%, passando de 375,2 mil hectares (ha) para 389,1 mil (ha), e uma ligeira melhora na produtividade de 0,4%, saindo de 43,4 sacas colhidas por hectare cultivado (sc/ha) para 43,6 sc/ha.

O destaque é para o Espírito Santo onde está a maior área destinada à espécie no país. O estado produz mais de 60% do volume total do país. A estimativa da Conab é que as plantações ocupem cerca de 285,4 mil hectares no estado, seguido por Rondônia, com 71,7 mil hectares e Bahia, com 42,6 mil hectares.

A Conab informou que houve um aumento de 2,23 milhões de hectares na área destinada à cafeicultura, quando consideradas as duas variedades, representando acréscimo de 1,7% sobre o ciclo anterior. O aumento também é reflexo das condições climáticas adversas registradas no ano passado, uma vez que as baixas temperaturas exigem um manejo de poda mais intenso.

O boletim da companhia destaca que a safra atual deve ser marcada pela presença do efeito da bienalidade positiva, especialmente no café arábica, em muitas regiões produtoras do país. O ciclo bienal é uma característica do cultura e consiste na alternância de um ano com grande florada seguido por outro com florada menos intensa.

“Considerando apenas as lavouras em produção, o índice fica próximo da estabilidade e soma 1,824 milhão de hectares, em relação ao período anterior. Em contrapartida, a área de formação deverá ter acréscimo de 6,4%, alcançando 416,7 mil hectares. Se compararmos com 2020, último ano de bienalidade positiva, o crescimento para as áreas que não registram produção chega a ser de 50%”, disse a Conab.

Mesmo com o aumento da safra no país, a companhia disse que o cenário neste início de ano é de restrição da oferta de café no mercado interno, influenciado pela redução na produção em 2021, demanda exportadora aquecida e pelo período de entressafra.

Em 2021, o Brasil exportou cerca de 42,4 milhões de sacas de 60 quilos de café verde, o que representa um recuo de 3,3% em relação ao volume exportado no ano anterior, mas equivale um aumento na receita de 15,3%, chegando a US$ 6,4 bilhões.

“A tendência é que os preços do produto se mantenham pressionados, uma vez que é esperada uma redução nos estoques mundiais de café para o ciclo 2021/22. Este panorama de preços elevados estimula as vendas externas”, explicou a Conab.

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Inmetro recomenda atenção na compra de materiais escolares

Dá Agência Brasil

Com a volta das aulas presenciais, redobra a necessidade de pais e responsáveis ficarem atentos na hora de comprar materiais escolares para seus filhos. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), vinculado ao Ministério da Economia, alerta que na escolha de itens da lista das escolas, a recomendação é dar preferência aos produtos que exibam o selo do Inmetro.

Segundo afirmou a pesquisadora tecnologista do Inmetro, Milene Fonseca, esse selo indica que os produtos atendem a requisitos mínimos de segurança, a fim de evitar acidentes e riscos às crianças. “Os adultos não devem se prender apenas ao preço dos produtos. É preciso preservar a segurança das crianças. O selo do Inmetro é a evidência de que os itens foram testados e estão em conformidade com a norma aplicável”.

Ao todo, 25 artigos escolares são certificados pelo instituto e devem conter o Selo de Identificação da Conformidade. Alguns pontos verificados pelo instituto para conceder o selo são bordas cortantes, pontas perigosas, além da presença de substâncias tóxicas em itens que possam ser levados à boca ou com risco de serem ingeridos ou inalados.

E-commerce

Se a opção for pela compra online, é necessário conferir, em primeiro lugar, se o site em questão é confiável e redobrar os cuidados com a segurança das crianças em relação aos produtos adquiridos. Os itens vendidos por plataformas digitais também devem exibir o selo do Inmetro. “Na ausência dele, não compre”, orienta Milene.

É considerado artigo escolar qualquer objeto ou material com motivos ou personagens infantis projetados para uso em ambiente escolar ou atividades educativas, com ou sem funcionalidade lúdica, por crianças menores de 14 anos.

O Inmetro adverte que pais e responsáveis devem conferir alguns requisitos. O primeiro é que o selo do Inmetro deve ser afixado na embalagem ou diretamente no produto. No caso de material vendido a granel, como lápis, borrachas, apontadores ou canetas, a embalagem expositora com o Selo do Inmetro deve estar próxima ao produto. Quando comprar, exija a nota fiscal. Segundo o Inmetro, não há garantia de procedência e tais produtos podem não atender às condições mínimas de segurança. Guarde a nota fiscal do produto, porque ela é a comprovação de origem do produto e recebê-la é seu direito como consumidor.

Denúncias

Caso o consumidor encontre produtos sem o selo no mercado formal, deve denunciar o fato à Ouvidoria do Inmetro no número 0800 285 1818 (de segunda a sexta-feira, das 9 h às 17 horas, ou pelo formulário no site do Inmetro.

Em caso de acidentes de consumo que envolvam um artigo escolar ou qualquer outro produto ou serviço, o relato deve ser efetuado no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), no endereço: https://www.gov.br/inmetro/pt-br/assuntos/avaliacao-da-conformidade/acidentes-de-consumo/relate-seu-acidente

A lista de produtos regulamentados pelo Inmetro inclui apontador; borracha e ponteira de borracha; caneta esferográfica/roller/gel; caneta hidrográfica (hidrocor); giz de cera; lápis (preto ou grafite); lápis de cor; lapiseira; marcador de texto; cola (líquida ou sólida); corretor adesivo; corretor em tinta; compasso; curva francesa; esquadro; normógrafo; régua; transferidor; estojo; massa de modelar; massa plástica; merendeira/lancheira com ou sem seus acessórios; pasta com aba elástica; tesoura de ponta redonda; tinta (guache, nanquim, pintura a dedo plástica, aquarela).

Dicas financeiras

O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, aproveita o momento de compra de material escolar para dar orientações aos pais e responsáveis. Para economizar na compra de material escolar, cujos preços variam muito entre as lojas e mesmo na internet, Domingos destacou a importância de se pesquisar e planejar as compras, sem ter que abrir mão da qualidade nos estudos das crianças.

“Para quem tem filhos, esse é um dos maiores gastos do início do ano e devido à falta de educação financeira, diversas despesas se acumulam e as famílias se perdem em meio a tantas contas para pagar, muitas vezes ultrapassando o limite de seu orçamento financeiro”, disse o especialista.

Segundo o presidente da Abefin, o primeiro passo é realizar um diagnóstico da vida financeira da família, para saber exatamente quais são os ganhos e gastos mensais e quanto poderá dispor para a aquisição do material escolar. Como se trata de uma despesa recorrente, ela precisa fazer parte do planejamento anual. “Para que os gastos não fiquem muito pesados em janeiro, é válido poupar durante todo o ano para conseguir fazer os pagamentos à vista e obter bons descontos”.

Outra recomendação é que, antes de ir às compras, a família deve analisar itens do ano passado e selecionar tudo o que pode ser usado novamente este ano, como tesoura, régua e mochila, por exemplo. No caso dos livros, vale a pena procurar pais de alunos mais velhos para emprestar ou comprar por um preço mais acessível, se estiverem em boas condições de uso. Outra dica é reunir um grupo de pais e comprar itens no atacado, como caixas de lápis, cadernos e agendas.

Se comprar muitos itens na mesma loja, é válido pedir descontos. Reinaldo Domingos explicou que o ideal é sempre negociar como se fosse pagar à vista, mas depois buscar por um parcelamento sem juros nas mesmas condições, mas sempre com parcelas que caibam no bolso, para não comprometer as finanças de 2022 por vários meses. Recomendou, ainda, que no dia das compras, converse com o filho sobre o orçamento, para não correr o risco de se deixar levar pelo impulso e gastar mais do que o planejado.

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No Vaticano, papa Francisco diz rezar por vítimas das chuvas no Brasil

Dá Agência Brasil

Em mensagem após oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco disse no último domingo (16) que reza pelas vítimas das tempestades e enchentes que atingiram o Brasil nas últimas semanas.

“Expresso minha solidariedade às pessoas atingidas pelas fortes chuvas e inundações em várias regiões do Brasil nas últimas semanas. Rezo em especial pelas vítimas e seus familiares e por quem perdeu a casa. Que Deus ampare o esforço de quem está levando ajuda”, declarou o pontífice.

Desde o fim do ano passado, as regiões do sul e extremo sul da Bahia e partes de Minas Gerais foram fortemente atingidas por chuvas com precipitações acima da média, que deixaram dezenas de milhares de pessoas desabrigadas ou desalojadas e causaram ao menos 51 mortes.

Após período de trégua, áreas de instabilidade voltaram a assustar os mineiros no fim do sábado (15) e início deste domingo. No estado, 164 municípios já declararam estado de emergência. A Defesa Civil de MG confirmou até o momento 25 mortes causadas pelas fortes chuvas, enquanto 100 mil pessoas encontram-se desabrigadas ou desalojadas.

Na Bahia, a Defesa Civil confirmou ao menos 26 mortes entre dezembro e janeiro, em decorrências das fortes chuvas e das enchentes. Em outros estados, como Pará, Maranhão e Tocantins, cheias muito acima da média também têm obrigado milhares de pessoas a deixarem suas casas.

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Síndrome de Burnout é reconhecida como fenômeno ocupacional pela OMS

Dá Agência Brasil

A síndrome de Burnout passou a ser reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A assunção dessa condição passou a valer neste mês de janeiro, com a vigência da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11).

A síndrome é definida pela OMS como “resultante de um estresse crônico associado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado”. Conforme a caracterização da entidade, há três dimensões que compõem a condição.

A primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia. A segunda são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho. A terceira é a sensação de ineficácia e falta de realização.

A OMS esclarece que a síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente vinculado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida dos indivíduos.

Segundo o advogado trabalhista Vinícius Cascone, no Brasil, o Ministério da Saúde reconhece desde 1999 a síndrome como condição relacionada ao trabalho.

Caso um trabalhador reconheça os sintomas, deve buscar um médico para uma análise profissional. O médico avalia se o funcionário deve ou não ser afastado de suas funções. A empresa deve custear o pagamento caso o afastamento seja de até 15 dias.

Depois deste período, o empregado será submetido a uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que o órgão analise e, confirmando o diagnóstico, arque com o custeio do afastamento durante mais tempo. É preciso também abrir uma comunicação de acidente de trabalho.

Cascone explica que se o empregador não der o encaminhamento em caso de afastamento, o trabalhador pode buscar diretamente o INSS ou entrar com ação judicial caso ocorra uma negativa do órgão.

À Agência Brasil, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que o início da vigência da nova lista de doenças demandará uma atualização de normativos internos, o que ocorrerá “aos poucos”.

Conforme o órgão, o direito a benefícios associados ao afastamento temporário é garantindo a quem comprovar incapacidade de realizar o trabalho.

Ambiente de trabalho

A advogada Lívia Vilela teve a síndrome diagnosticada em 2019. Ela trabalhava em uma empresa pública desde 2011. Segundo Lívia, ocorreu um processo de sucateamento da companhia e o ambiente de trabalho não era bom.

Lívia conta que após assumir o cargo encontrou um espaço desestruturado, com alta carga de trabalho e grande responsabilidade, sem apoio dentro da direção da empresa. Essa situação gerou muito desgaste a ela. Além disso, havia uma disparidade salarial expressiva entre os trabalhadores da área que ela integrava.

“O burnout veio em 2018. Eu percebi que não estava bem. Comecei a ter problemas para dirigir, pois associava ao ambiente do trabalho. Fiquei desmotivada e não queria estar lá. Comecei a ter fortes crises de depressão e de ansiedade, insônia”, relata.

A advogada foi levada ao médico e foi afastada do trabalho. Em seguida, passou a atuar de forma remota, o que seguiu em razão da pandemia. Com a privatização da empresa pública, ela decidiu largar a carreira.

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Com vacinação obrigatória na França, Djoko pode perder Roland Garros

Dá Agência Brasil

O tenista número um do mundo, Novak Djokovic, pode ser impedido de jogar no Aberto da França se as coisas permanecerem como estão agora depois que o Ministério dos Esportes da França afirmar nesta segunda-feira (17) que não haveria isenção ao atleta da nova lei francesa sobre passaporte de vacina.

Djokovic, que não foi vacinado contra a covid-19, foi deportado da Austrália no domingo (16) antes do primeiro torneio de Grand Slam do ano, o Aberto da Austrália, após perder um processo judicial para que o cancelamento de seu visto fosse anulado.

A lei francesa sobre passaporte de vacinas, aprovada pelo Parlamento no domingo (16), exigirá que as pessoas tenham um certificado de vacinação para entrar em locais públicos, como restaurantes, cafés, cinemas e trens de longa distância.

“A regra é simples. O passaporte de vacina será imposto, assim que a lei for promulgada, nos estabelecimentos que já estavam sujeitos ao passaporte sanitário”, disse o ministério. “Isto se aplicará a todos que são espectadores ou esportistas profissionais. E isto até segunda ordem”. “Agora, no que diz respeito a Roland Garros, é em maio. A situação pode mudar até lá e esperamos que seja mais favorável. Veremos, mas claramente não há isenção.”

O sérvio Djokovic, que foi impedido de buscar seu 21º título de um torneio de Grand Slam, um recorde masculino, no Aberto da Austrália, recusou-se a tomar a vacina contra a covid-19 e foi criticado por participar de eventos públicos no mês passado, após ter um teste positivo para o coronavírus.

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Carlos Augusto | Opinião Colunas Destaque Diário do Rio Política

Opinião: A farra dos políticos e a miserabilidade do povão

Definitivamente temos um Congresso Nacional com 513 deputados e 81 senadores, que consumirão do erário público a bagatela de 6 bilhões de reais na campanha eleitoral de 2022, que será regada com financiamento público de campanha eleitoral, através do famigerado fundo eleitoral.

Na campanha eleitoral de 2020, foram destinados R$ 2,03 bilhões para o fundo eleitoral e R$ 959 milhões para o fundo partidário. Para 2022, essas verbas praticamente triplicaram a revelia do povo que em nenhum momento foi consultado se concordava ou não de destinar dinheiro público para financiar campanha eleitoral e encher os bolsos de políticos, em sua maioria corruptos, e sem o menor escrúpulo ao mamar nas tetas do Estado.

Os cidadãos servem ao Estado através de pagamento de inúmeros impostos e recebem muito pouco em troca. O Estado destina poucos recursos para educação, saúde, saneamento básico, alimentação e moradia, os principais itens sociais, afinal, o apetite dos políticos é insaciável.

O famigerado Fundo Partidário é destinado anualmente aos partidos políticos para custear as suas despesas de rotina, alçando a cifra de 1.1 bilhão de reais. Somadas as duas fontes, o montante nas mãos das legendas chegará a 6 bilhões de reais em 2022, o que já faz da próxima
eleição a mais cara da história.

Nessa distribuição da mamata, a divisão dos recursos em milhões de reais, está sendo distribuídos entre os 14 partidos a saber: PT (927.2),
MDB (582,7), PP (410.3), PSD (392.5), PSD (390.7), PSDB (371.9), PL (334.7), PSB (317,2), PDT (293.9), Republicanos (291.6), Podemos (224.6), PTB (133.5), Solidariedade (131.4), PSOL (126.4), PROS (111).

Essa verba destinada aos partidos políticos além de ser um acinte, uma aberração, praticamente inviabiliza mudanças na classe política pois retirar a oportunidade de se eleger outros candidatos novos, ou seja, o sistema inviabiliza a renovação, motivo pelo qual esses atuais “mamadores” do erário público não pretendem mudar o sistema eleitoral.

Fato é que os políticos em nosso País se comportam de forma arrogante, excelências pardas, distantes do povão, verdadeiros abutres que se nutrem em detrimento da miséria que envolve cerca de 50 milhões que vivem abaixo da linha da miséria e 15 milhões de desempregados. Sobre essa realidade eles estão anos luz de distância.

A postura desses políticos nos deixa a seguinte proposição: está na hora de mudanças devendo os fundos partidários serem mantidos por
particulares, ou seja, privatizado, com o controle da sociedade organizada e dos órgãos estatais, tais como a Procuradoria Geral
República, Ministério Público Federal e a Polícia Federal, para que não
ocorram corrupção. Está na hora de desatrelar as candidaturas da obrigatoriedade de filiação a um partido político. Essa obrigatoriedade acima de tudo é antidemocrática.

É preciso estancar a sangria do dinheiro público, não só através de
doações privadas e controladas, bem como a redução drástica do quantitativo de políticos, os atuais 513 para 81, igualando o número de senadores, ou seja, 3 por Estado Federativo, e destinar essa verba pública para a saúde, a educação e matar a fome de milhares ao desalento. Isso sim é exemplo de Estado Democrático de Direito.

Fala-se muito em democracia e Estado Democrático de Direito,
mas somente para as classes dominantes (políticos e empresários). As classes do salário mínimo e Auxílio Brasil, não fazem parte dessa democracia. Sem sombra de dúvidas, a fome e a miséria não são democráticos.

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Colunas Destaque Diário do Rio Vitor Chimento | Serra

Vale das Princesas X Caminho do Imperador

O Brasil Colônia possuía uma importante rede de caminhos, aos quais era dado o nome de estrada real. Muitos desses caminhos eram antigas trilhas e veredas abertas pelos bandeirantes que se embrenhavam pelo sertão, na direção das Minas Gerais e goiás, à procura de ouro e pedras preciosas. Quem vinha da capital do Rio de Janeiro, tinha de ir em uma embarcação até Paraty, subir a Serra do Mar até Taubaté para encontrar o Caminho Velho e seguir adiante. Do Rio eram em média 100 dias de viagem, sendo 43 a pé ou a cavalo.

Localizado entre os Municípios de Miguel Pereira, Paty do Alferes e Petrópolis, o Vale das Princesas fica no encontro de duas das mais importantes áreas de Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro, as florestas das Serras do Órgãos e do Tinguá. Foi no Vale que surgiu a primeira via construída no início do século XVII ( época do Brasil Império) unindo o Rio de Janeiro e as Minas Gerais, utilizada por tropeiros e pelo Imperador Dom Pedro II que principalmente, no inicio do Ciclo de Ouro, a utilizava para alcançar as Minas Gerais. Razão pela qual , a via ficou conhecida por “Caminho do Imperador”. Devido ao seu relevo o local, foi denominado “Mar de Morros”, na sua região mais alta (1.100 metros de altitude) está a “Mesa do Imperador”, pedra de onde é possível avistar, em dias claros, a Ponte Rio-Niterói e o Cristo Redentor.

No início o Caminho do Imperador só podia ser percorrido à cavalos, várias passagens surgiram ligando Paty do Alferes a Córrego Seco. Mas com a criação de Petrópolis, em 1843, e depois com a chegada dos imigrantes alemães, surgiu a necessidade de uma estrada melhor para abastecer a colônia alemã. Assim os produtos seriam transportados com mais facilidade e em menor tempo, além de um estímulo para a fabricação de carruagens. A obra do caminho foi concluída, em 1858, com uma distância de 33 km a partir da Estrada do Contorno.

Esses caminhos que ligaram o interior ao litoral, promoveram uma unificação cultural e de esforços que resultaram na ocupação e no desenvolvimento de uma vasta região onde se instalaram fazendas, ranchos, pousos e vendas. Nesta época, também, teve início da atividade administrativa pública, organizada com o emprego de funcionários para o controle da zona mineira, como fiscais, carregadores, meirinhos (antigo magistrado de nomeação régia, correspondente ao atual oficial de justiça), criação dos registros ao longo dos caminhos, monetarização da economia, com a criação da Moeda, das Casas de Fundição e a formação, enfim, de uma classe média mais sólida, ao lado de outras como mineradores, artesãos, administradores, comerciantes, etc…

O Caminho do Imperador é perfeito para os que gostam de pedalar e tem disposição para o desafiador trajeto íngreme e com muitas ondulações. E, também, para aqueles que curtem a natureza que irão encontrar um cenário exuberante, de muitos riachos e cachoeiras espalhados ao longo do caminho.

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Bichos & Cia Destaque Diário do Rio Notícias Notícias do Jornal

Ação do Governo do Estado de castração atinge 10 mil animais no primeiro mês

A RJPET, uma iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro lançada no começo do mês de dezembro de 2021, possibilita a castração gratuita de cães e gatos abandonados e abrigados por protetores e ONGs.

Em menos de trinta dias, o projeto já alcançou a marca de 10.000 animais cadastrados e com as castrações realizadas.

Foram 2.200 procedimentos realizados na capital fluminense e outros 7.800 em cidades no interior do estado.

A expectativa do projeto RJPET é atingir a marca de 100.000 animais castrados em todo o Estado do Rio de Janeiro até o fim deste ano de 2022.

Um dos locais beneficiados foi a colônia do Estádio do Maracanã, onde quinze protetores fixos, além de outros voluntários, atendem mais de 200 gatos abrigados na localidade.

Em dois municípios do Estado, Cabo Frio, cidade da Região dos Lagos, e Quatis, localizada no Vale do Paraíba, a fila dos animais que aguardavam a realização do procedimento de castração foi zerada graças ao auxílio dessa iniciativa do Governo do Estado.

O próximo passo da RJPET é levar as castrações para a região da Baixada Fluminense. Os procedimentos serão realizados em clínicas particulares credenciadas junto ao programa do Governo.

Cada pessoa física pode castrar um animal por mês. Os protetores independentes de animais podem castrar até oito animais por mês, mediante a comprovação da sua atividade. Já as ONGs podem realizar as castrações de acordo com a quantidade de protetores que compõem a organização.

O cadastro para participar do projeto RJPET é realizado através do seguinte e-mail: rjpet@agricultura.rj.gov.br.

Os interessados deverão enviar os seguintes documentos: documento de identidade com foto, comprovante de residência no Estado do Rio de Janeiro, documentos que comprovem a prática de protetor, declaração de um médico veterinário reconhecendo o trabalho de protetor do interessado em questão.

Vale ressaltar que a castração é um procedimento cirúrgico seguro que contribui com o controle populacional dos animais e a consequente redução do número de animais abandonados nas ruas e ajuda a evitar a proliferação de doenças de cães e gatos.

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Colunas Destaque Diário do Rio Pascal Coppens | Novo Normal da China

Uma velocidade superior

Desde 2008, a China se tornou um lugar muito menor. Há 20 anos, se você pegasse um trem de Xangai para Kunming, enfrentaria uma árdua jornada de 2.266 quilômetros que levava 47 horas para ser concluída. Hoje, o trem de alta velocidade faz isso em apenas 10,5 horas. Os novos trens viajam três vezes mais rápido que os antigos e param em menos estações ao longo do caminho. Em 1997, a velocidade média do trem na China era de 43 quilômetros por hora, com um máximo de 140 km / h. A velocidade média de viagem para os novos trens de alta velocidade (HST) é de mais de 200 quilômetros por hora e a máxima é de cerca de 350 km / h. Em outras palavras, em média, a China tornou-se quatro vezes menor com o desenvolvimento da maior rede de HST do mundo.

Em um curto período de 10 anos, a China investiu 500 bilhões de dólares para construir 26.000 quilômetros de novas vias, tanto quanto o resto do mundo junto. Há planos para quase dobrar esse montante para 45.000 quilômetros até 2030, o que significa colocar 9 quilômetros de novos trilhos todos os dias e construir cinco novas estações de trem de alta velocidade a cada mês.

Mais de 4 milhões de chineses viajam diariamente em um dos 4.000 trens de alta velocidade, dos quais 25 por cento são passageiros entre as cidades-satélites e as grandes conurbações urbanas, que são separadas por distâncias de 50 a 300 quilômetros. Por exemplo, mais de 200 trens de alta velocidade viajam entre Pequim e Tianjin todos os dias, enquanto um trem de alta velocidade chega a Xangai a cada 90 segundos.

Trecho do livro: O Novo Normal da China. https://www.youtube.com/c/PascalCoppens. Contato e informações sobre as palestras de Pascal Coppens: +55(84) 999833497